18/12/2018 21:04

MPE vai investigar uso de trator da prefeitura na chácara do prefeito

Relatório da comissão especial que apurou os fatos havia decidido pelo arquivamento da denúncia

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Chácara onde a máquina foi flagrada. (Foto: Arquivo) Chácara onde a máquina foi flagrada. (Foto: Arquivo)

A Câmara de Vereadores de Naviraí - cidade a 366 quilômetros de Campo Grande -, decidiu pelo prosseguimento da investigação sobre o prefeito da cidade, José Izauri de Macedo (DEM), acusado de utilizar uma máquina locada pela prefeitura para fazer serviços particulares.

O relatório da comissão especial que apurou os fatos havia decidido pelo arquivamento da denúncia. No entanto, durante sessão extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (18), os vereadores decidiram, por 9 votos a 4 pelo encaminhamento da investigação a Procuradoria Geral de Justiça do MS.

“Não estamos fazendo juízo de valores, até acreditamos na inocência do chefe do executivo, mas há necessidade de uma avaliação mais cautelosa e com uso de mecanismos mais eficientes que o MPE possui”, comentou o vereador Ederson Dutra (PSOL), durante a sessão.

Caso o Tribunal de Justiça constate alguma irregularidade na denúncia, o caso voltará ao legislativo. Mas se não existir materialidade haverá o arquivamento.

Denúncia – Em sessão do último dia 13 de novembro na Casa de Leis, foi instaurada uma Comissão Especial de Investigação, para apurar a denúncia apresentada pelo morador Reginaldo Almeida de Souza.

Na denúncia protocolada na Câmara e no Ministério Público, Reginaldo afirma que o flagrante ocorreu no dia 3 de outubro deste ano, quando passava pela Rua Florestal e percebeu uma máquina fazendo a destoca e limpeza da chácara que pertence ao prefeito.

Ele fez fotos com o celular e chamou um morador como testemunha. Esse morador teria gravado um vídeo também com o celular. Ao perceber que estava sendo gravado, o condutor teria abandonado a máquina no local.

Junto com a denúncia, Reginaldo entregou cópias de documentos, inclusive da licitação e do contrato firmado pela prefeitura com a empresa fornecedora dos equipamentos locados. A máquina em questão faz parte desse lote.

Defesa - A defesa do executivo apresentou documentação assegurando que na data do serviço o equipamento ainda não estava a serviço da Prefeitura, uma vez que não havia ordem de serviço para esta finalidade.

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