11/01/2019 09:30

O bilionário negócio do cigarro eletrônico toma conta

Mário Sérgio Lorenzetto
O bilionário negócio do cigarro eletrônico toma conta

Reinventar ou morrer. Sob o repetido mantra da transformação, as grandes empresas de tabaco mundiais buscam mudar o cigarro de toda a vida pelo cigarro eletrônico. Desde o século XVI, a indústria do tabaco - a primeira mercadoria globalizada - produziu fortunas inimagináveis. Com o ataque dos órgãos de saúde, vem sofrendo quedas consecutivas. Não são gigantescas - entre 2003 e 2017, caiu 1,3% - mas são quedas de vendagem consecutivas e intermitentes.
O dispositivo eletrônico, que emite vapor, promete segurar a clientela com a opção,que eles mesmo denominam, de " risco reduzido".

O bilionário negócio do cigarro eletrônico toma conta

As empresas de tabaco migram para o eletrônico.

Nessa mudança, a Altria - proprietária da Philips Morris, nos EUA - pagou em dezembro passado, US$12,8 milhões por 35% da Juul, uma empresa do Silicon Valey, fundado em 2015, que tem um cigarro eletrônico que é a atual sensação no mercado. É um dispositivo semelhante a um len drive que ocupa 75% do mercado dos EUA e cujas vendas aumentaram inacreditáveis 600% em 2017. A aposta da Altria é devido ao negócio do cigarro eletrônico já faturar outro número também inacreditável: US$17 bilhões no mundo. Segundo Euromonitor é o negócio que mais cresce no mundo. Essa é uma história muito semelhante ao cigarro de tabaco. Ele, em seu tempo, e apesar das tentativas de proibição do rei inglês, também teve crescimento de três dígitos em dois anos. Atualmente, mais de 38 milhões de pessoas já migraram para o cigarro eletrônico no mundo. Os contrabandistas paraguaios e sua turma brasileira, como sempre, estão perdidos no tempo. Logo, seu negócio morrerá. Também os governantes de nosso país não acordaram para a transformação. Adiós pesadisssimos impostos sobre o tabaco.

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Ainda há tempo para a mudança.

Atualmente, vendem 5,4 bilhões do tradicional cigarro de tabaco no mundo. A queda, nos últimos anos foi de 600 milhões. Só os brasileiros perdem tempo. Além da Phillips Morris, a Japan Tobacco Internacional, a British American Tobacco e a Imperial Tobacco - as quatro maiores do mundo - se lançaram atras do cigarros eletrônicos.
Só a Phillips Morris perdeu 40% de seus clientes. Com o advento dos cigarros eletrônicos, diz que "recuperou" 30% deles. Ela ainda não sabe qual dos três produtos que lançou atingirá as maiores vendas. Há três tipos: cigarros eletrônicos esquentados, com vapor e híbridos. A previsão de mercado é gigantesca. Até 2021, esses produtos moverão cerca de US$ 34 bilhões no mundo.

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