13/08/2019 06:00

"Come e dorme": a rotina de PMs que vigiam fazenda

Ângela Kempfer e Marta Ferreira
Fazenda foi desocupada no dia 1º de agosto, mas policiais permanecem na região até hoje. (Foto: Direto das Ruas)Fazenda foi desocupada no dia 1º de agosto, mas policiais permanecem na região até hoje. (Foto: Direto das Ruas)

Nada para fazer - Deslocados para uma região a mais ou menos 80 quilômetros de Aquidauana, como prevenção a invasão por índios, policiais militares de Campo Grande e de cidades da região estão sendo alimentados e hospedados pelos donos da Fazenda Paraíso. Lá, segundo apurou a reportagem, estão "comendo e dormindo", pois o clima é considerado tranquilo, já que os índios que invadiram a propriedade vizinha, a Água Branca, já se espalharam por outras localidades, depois da expulsão por tropas militares no dia 1º de agosto.

Nem todo mundo- A reportagem apurou que a disputa da terra pelos índios Kinikinau, etnia sem terra demarcada, não tem o apoio irrestrito da comunidade indígena regional. A cerca de 40 quilômetros da fazenda Água Branca, está o Distrito de Taunay, onde vivem mais de 8 mil índios terenas. Entre eles, uma parte razoável é contra o movimento que está ocorrendo. Os caciques, porém, apoiam em sua maioria.

Bate papo - A Central de Serviços do Tribunal de Justiça agora tem chat. A ideia é atender até três usuários ao mesmo tempo, o que não era possível pelo telefone. O TJ compara a novidade ao que ocorre em sites de compra, “em que o consumidor pode conversar com um atendente sem precisar ficar ao telefone, deixando de fazer outras tarefas”.

Baratinho - Mas o Tribunal de Justiça garante que a criação do canal de atendimento não aumenta os custos do Poder Judiciário. Vai sim, aproveitar melhor a mão de obra dos servidores. O horário de atendimento será de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h.

Bom acordo - Os 30 mil trabalhadores da construção civil em Campo Grande conseguiram aumento de 5% nos salários. O acordo fechado entre sindicatos de operários e patrões demorou, mas a entidade que representa os trabalhadores diz que gostou do resultado porque “quando a negociação é feita às pressas corre-se o risco de ter um acordo ruim".

Arte pantaneira - A 3 meses do evento, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul começou a discutir o Festival América do Sul . Para abrir debate, convocou artistas e agências de turismo de Corumbá e Ladário. A primeira reunião para discutir o assunto ocorreu ontem (12).

Alavanca - A presidente da Fundação, Mara Caseiro, garante que a crise não vai afetar o Festival que no ano passado teve 4 dias. “Mesmo com todas as dificuldades, o governador Reinaldo Azambuja entende a importância de manter esses grandes eventos não apenas como disseminadores de cultura, mas como alavancas para o setor econômico de nosso Estado”, argumentou.

Liberdade - Ibope e Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energi) divulgaram pesquisa em que 79% dos entrevistados defendem mercado livre para escolher a sua fornecedora de energia. O percentual aumentou 10% em relação a 2018.

Milicos - O governo federal espera aprovar sem alterações o projeto sobre a nova Previdência dos militares. A Comissão Especial que vai analisar o assunto será instalada hoje. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, já rebateu as críticas antecipadamente. "Não vejo privilégio algum. Se existe uma carreira dentre as carreiras de Estado, inclusive dentro do Executivo, que tem defasagem muito grande, é a carreira militar".

Cauteloso - Indagado sobre a previsão para a votação, em regime de urgência, do projeto que amplia o prazo do Refis, dando oportunidade de renegociação aos devedores de IPTU, o presidente da Câmara de Vereadores, João Rocha (PSDB), adotou a discrição. Disse que considera a proposta boa, por ajudar tanto quem deve quanto a prefeitura, mas não pode dar opinião sobre resultados da votação. "Vai parecer que estou direcionando".

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