11/09/2019 07:38

Exposição traz impacto sobre a natureza e “guerras” com o corpo feminino

Começa hoje a 2ª Temporada de Exposições no Marco (Museu de Arte Contemporânea) de Mato Grosso do Sul

Thailla Torres
Fotografia que integra a exposição “Corpo-Resistência”, da artista Mariana Arndt. (Foto: Mariana Arndt)Fotografia que integra a exposição “Corpo-Resistência”, da artista Mariana Arndt. (Foto: Mariana Arndt)

Abre nesta quarta-feira (11), a segunda Temporada de Exposições 2019 do Marco (Museu de Arte Contemporânea). Em destaque estarão pintura, fotografia e instalação que expressam as percepções e a bagagem artística de quatro nomes: Lidia Coimbra, Mariana Arndt, Neusa Silva e Pedro Gottarddi. As exposições tem entrada franca.

A exposição “Antropia”, da artista sul-mato-grossense Lidia Coimbra, aborda por meio de pinturas, o impacto da atuação do ser humano sobre a natureza. A leveza de cores, de formas e traços prometem estimular os sentidos e desafiar o imaginário.

A sensibilidade da artista quer levar o visitante a se encantar, outra vez, como o mundo vivo e a estabelecer uma nova conexão com o planeta, com a vida. No momento onde tudo se volta contra o natural, Lídia quer passar a mensagem de que a vida “insiste e resiste”.

Quanto à exposição “Corpo-Resistência”, da artista Mariana Arndt, aborda os conflitos sobre o corpo feminino gerados pelo mundo atual. Sua arte opta pelo corpo-resistência e assume posicionamento crítico, aliado a arte performática. Essa união, segundo a fotógrafa, “empresta dramaticidade e concretude à expressão do corpo que se impõe, que fala, convida o olho, os sentimentos e as ideias”.

“Mundo Arqueológico”, de Neusa Silva, do Distrito Federal, é “expressão da imagética de seu universo interior”. Sua pintura mostra um desenvolvimento pelas cores e os movimentos da arte contemporânea. A artista desvenda espaços e trabalha as cores, como uma “arqueóloga”, buscando elementos, redescobrindo formas e espaços.

Aparentemente, “Dilaporal”, de Pedro Gottardi, de Santa Catarina, é uma das exposições mais que levam os olhos do espectador a capturarem visualmente “uma possível dilatação do corpo no espaço em relação aos detalhes apresentados por meio de poses, signos e índices”. O olho identifica e transfere para a carne (usada na exposição) o sentido que a consciência não consegue descrever, podendo causar o desconforto ou euforia.

A 2ª Temporada de Exposições do Museu de Arte Contemporânea fica aberta ao público até 3 de novembro, sempre com entrada franca.

O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. As visitações podem ser feitas de terça a sexta, das 7h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados das 14h às 18h.

Informações e agendamentos de visitas escolares pelo telefone (67) 3326-7449. 

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