07/01/2018 08:07

Aulão de samba em Pré-Carnaval é chance de dançar pra valer em fevereiro

Até o Carnaval oficial, passistas e rainha de bateria da Igrejinha vão ensinar público a sambar e as aulas são gratuitas.

Thailla Torres
Adenilso foi quem puxou a fila para aprender a dançar. (Foto: Thailla Torres)Adenilso foi quem puxou a fila para aprender a dançar. (Foto: Thailla Torres)

Neste sábado a chuva não deu trégua para o primeiro o Pré-Carnaval do ano. O público não lotou o Codão da Valu que estava preparado para folia na escola de samba Igrejinha em Campo Grande. Mas quem compareceu, não perdeu a chance sambar com rainha de bateria que foi ao evento especialmente para ensinar os carnavalescos a sambar de verdade.

Com mão na altura do ombro e pés alternados com o movimento, o primeiro dia foi apenas para para entrar no gingado do samba. Em seguida, Selma Prestígio, de 45 anos, rainha de bateria da Igrejinha passou as dicas de como juntar o movimento dos joelhos, quadril e aprender de vez a fazer o rebolado típico da avenida.

Mas foi preciso insistir no microfone para que o público perdesse a timidez. "As pessoas que acham que muito difícil. Mas não é, só é preciso se envolver e estar atenta ao movimentos. Quando você samba, se desprende de tudo e vai deixando seu corpo se movimentar", explica a rainha.

A zootecnista Jéssica deu show e já desfilou na Viradouro. A zootecnista Jéssica deu show e já desfilou na Viradouro.
Eliana sambou pela primeira vez.Eliana sambou pela primeira vez.

O geógrafo Adenilso Assunção, foi o mais animado e puxou a fila na hora de aprender. Sem muita coordenação, ele até tentou seguir os movimentos da rainha, mas sentiu a dificuldade. "Não é fácil. Os movimentos dela são muito rápidos", diz. Como único homem que teve coragem de ir até a pista, ele fez um pedido. "Acho que precisa de um passista homem pra ensinar os passos dele pra gente".

Por isso no próximo Pré-Carnaval, previsto para o dia 13 de janeiro, homens e mulheres vão ensinar os truques. Na sequência, os professores prometem acelerar um pouquinho. "Vamos ensinar outros movimentos, mais intensos e com aquela performance que a gente vê na avenida", diz Selma.

A zootecnista Jéssica Rodrigues, de 27 anos, não se intimidou em sambar e abusar do rebolado no meio de todos. Ela nasceu em Campo Grande, mas morou anos no Rio de Janeiro até se formar. Na capital onde o Carnaval ferve, ela se familiarizou com o samba na infância. "Amo o samba e a festa. Tanto que já desfilei em uma das alas da Viradouro por lá e já fui porta bandeira da Acadêmicos do Cubango", conta.

Já Eliane Aparecida Rodrigues, de 56 anos, ama o Carnaval, mas nunca foi pra rua sambando de verdade. "Agora é minha chance", diz animada. "Os primeiros passos são bem difíceis, mas a gente vai pegando o jeito", acrescenta. Ela participou da primeira aula e saiu satisfeita. "Eu vim só pra me divertir e acabei sambando. Acho que vai ser uma boa oportunidade pra gente que só faz aquele samba mexendo os dedinhos pra cima".

Dica - As aulas podem ser feitas por todos, inclusive iniciantes e é indicada para qualquer nível de condicionamento físico, até para quem ainda está se adaptando à atividade física. A dica da rainha de bateria é usar um sapato confortável. "Para quem não está habituado ou não pode usar salto, prefira um sapato que dê conforto aos pés como tênis. Já para quem não abre mão do salto, uma dica é usar um salto baixinho, que ainda ajuda a exercitar a batata da perna", completa Selma.

As aulas serão todos os sábados das 18h30 às 19h30 na Escola de Samba Igrejinha. O valor da entrada do evento é R$ 10,00.

A quadra da Escola de Samba Igrejinha fica na Rua Prefeito Heráclito Dinis de Figueiredo, S/N (prolongamento da Avenida Ernesto Geisel).

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As aulas serão todos os sábados das 18h30 às 19h30 na Escola de Samba IgrejinhaAs aulas serão todos os sábados das 18h30 às 19h30 na Escola de Samba Igrejinha
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