12/08/2013 06:39

Comilões encerram com chave de ouro última competição do tipo

Paula Maciulevicius
Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova. (Fotos: Marcos Ermínio)Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova. (Fotos: Marcos Ermínio)

O desafio era comer em cinco minutos o que conseguisse de sobá. Cada porção continha 800g do alimento e para dar uma ‘forcinha’ para que a comida descesse, um copo de água à frente de cada candidato. A última edição do Comilão do Sobá na Feira Central mostrou que “água mole em pedra dura...” Isso porque os dois primeiros colocados vinham disputando o ranking de classificados há dois anos.

“Tanto bate até que fura”, continua com o ditado o maior comilão de sobá, Alexander Rocha. Depois de comer 2,735kg, era ele quem levava pra casa R$ 1 mil no bolso. “Nas duas últimas vezes eu fiquei em segundo lugar, foi dessa vez. O segredo é comer devagar. Por incrível que pareça meia hora antes eu comi dois salgados, uma coca e um sorvete aqui na feira”, contou. Parece que o segredo também está no estômago forrado.

Foram 26 participantes divididos em três baterias de prova e muita gente em volta assistindo eles devorarem a comida. A gente se pergunta o que leva as pessoas a acompanharem e até torcer para o melhor comilão? O ganhador tem a resposta. “Na verdade o brasileiro gosta e tem vontade de comer bem”.

Alex, como prefere ser chamado, disse que já foi gordo. Dos 170 kg que pesou, hoje restaram 74 e muita prática de exercício físico. “Sempre tive o hábito de comer bem, então vai dilatando o estômago. Como várias porções de hora em hora. Encerrei com chave de ouro, infelizmente”, finaliza.

Casal fã de competição, encerrou com os títulos do ano passado, da Festa do Ovo de Terenos. Casal fã de competição, encerrou com os títulos do ano passado, da Festa do Ovo de Terenos.

Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. O projeto de lei, do deputado estadual Pedro Kemp (PT), que já foi aprovado em primeira e deve ir a segunda votação na Assembleia neste ano, proíbe a realização de competições que promovam a ingestão de alimentos e bebidas em Mato Grosso do Sul. O projeto surgiu após a morte de Luana Priscyla Fernandes, 21anos, que faleceu depois de participar de uma competição de tereré no dia 29 de abril.

Crentes de que iriam levar também o título na Capital, o casal de comilões de ovos, do Festival de Terenos, veio a Campo Grande. Na edição do ano passado ele, Rosevaldo Lopes Duarte, 34 anos, comeu 32 ovos e a esposa Aline Raquel, de 30, comeu 19. Desta vez a competição já caiu pelo projeto de lei.

“Esse ano não teve e eu fiquei muito triste, tinha que ter limite de tempo, é só isso. Na verdade hoje eu não queria participar, estou fazendo regime. Agora é esperar aparecer outro concurso e o pessoal liberar. Pra ganhar não tem segredo não, é só ter apetite”, defende.

O marido não ficou nem entre os três primeiros colocados. Rosevaldo justificou a ‘falha’ dizendo que não se acertou com a cebolinha. “Eu sabia que ia ser mais difícil. Comi duas daquelas, mas não desceu legal. Fui comendo e a cebolinha queria voltar por toda lei”, completa.

Ele diz que tem esperança em voltar a continuar a competir, o motivo? “Participo desde moleque de competições e gosto de comer”.

Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. Um projeto de lei proíbe a realização de concursos desses. Nesse domingo, Mato Grosso do Sul pode ter visto de perto a última competição de comida e bebida. Um projeto de lei proíbe a realização de concursos desses.
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