20/10/2011 10:34

Depois de 22 anos, banda de volta à ativa faz festa Disco na Move

Ângela Kempfer
Fodo: David MajellaFodo: David Majella

Quando a primeira formação se separou, em 1988, o vocalista atual era um bebê de 3 anos. A Banda Eclipse volta a tocar na noite de Campo Grande com outros integrantes, mas as mesmas músicas que faziam todo mundo dançar nas décadas de 70 e 80, além de alguma coisa dos anos 90.

Os primos Alexandre Nicolau, 43, e Jackson Pelzl, 45, são das antigas, foram os primeiros a tocar rock ao vivo nos bares da cidade. Vinte e dois anos depois estão ao lado de outro membro da família, Gabriel Lescano, que decidiu aprender guitarra quando ainda era criança por ver os primos maiores no palco.

A banda, criada em 1984, agora também tem o caçula de 23 anos, Wendel Lima, no teclado, e Alexandre Ducat, o vocalistas, de 25. O grupo ganhou, inclusive, backing vocal. As irmãs Fernanda e Franciely Paiva cantavam em igrejas da cidade e foram convencidas a entrar no projeto.

Só sobrou foto ruim dos tempos de estréia da banda, em 1984.Só sobrou foto ruim dos tempos de estréia da banda, em 1984.

“Em 88 a gente tinha caminhos profissionais diferentes e resolveu se separar. Agora, temos família, estamos estabilizados e decidimos voltar”, justifica Alexandre, o baterista.

Servidor público, ele voltou a ser artista em dezembro 2010 e “foi ficando sério”, comenta. Nesta semana, por exemplo, serão 3 ensaios das 22h às 24h, para a grande festa desde a retomada da banda: a Move Disco, no dia 22 de outubro, na boate Move Club.

Entre canções super conhecidas, os músicos se divertem preparando novos arranjos para o show de sábado, lembra o baterista. “Estamos a 220 por hora”.

Quando começaram, Alexandre diz que tocavam mais música para ouvir, mas agora tudo é para dançar.

Do Village People a trilha do seriado Havaí 5.0, o grupo se esbalda no palco e leva o público junto. Mas também há sucesso brasuca, representado por Sidney Magal em o “Meu Sangue Ferve por Você” e mais recente a canção “Ana Júlia”, do Los Hermanos.

Para formar o repertório, Alexandre diz que 3 perguntas são feitas: Foi um grande sucesso? É possível uma performance boa? As pessoas pagariam para ouvir essa música?

O grupo evoca o estilo retro com saudades do tempo em que todo mundo sabia de quem era o som. “Antigamente você sabia nome de banda, quem estava cantando. Hoje todo mundo é igual”.

Depois da Move Disco, a Eclipse tem agendado show de encerramento do projeto Som na Cocha, com a primeira transmissão ao vivo para o Estado, no dia 4 de dezembro.

O Lado B está sorteando ingressos para a Move Disco, via facebook. A Move Club fica na rua Doutor Temistócles, 94, perto da Feira Central. A entrada custa R$ 30,00 para homens e R$ 20,00 para mulheres.

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