07/11/2013 19:00

Fã abusa do azul para tentar convencer Roberto Carlos a jogar uma rosa

Anny Malagolini
Cheila na porta do GuanandizãoCheila na porta do Guanandizão

Nas mãos, em frente ao Ginásio Guanandizão, a faixa “Roberto me dá uma rosa” é a única companhia desde às 11h30 para a professora aposentada Cheila Blanc, de 60 anos. Ela veio de Coxim para assistir ao show do Rei esta noite em Campo Grande e assim realizar um dos sonhos de uma vida. 

Cabelos, unhas, roupas e até a calcinha usada por Cheila são azuis, a cor favorita do cantor. Segundo ela, o jeito é fazer de tudo para aumentar as chances de ser escolhida entre tantas fanáticas pelo rei a ganhar uma flor, marca de Roberto Carlos durante as apresentações. 

A fã conta que desde os nove anos de idade sonha em ganhar uma flor do “Rei”. “Nunca gostei de flor, até já ganhei de namorado, mas eu queria ganhar do Roberto”, explica.

Quando soube que o cantor iria se apresentar em Campo Grande, Cheila diz que a alegria virou motivo de tristeza. “Já sabia que não poderia ir por falta de dinheiro”. Comovido, um sobrinho comprou um convite. “Quase enfartei, todo mundo sabe da minha paixão por ele”.

O amor por Roberto Carlos começou na infância e continuou até a maturidade por uma razão. “As músicas se encaixam na minha vida, parece que é de propósito”, explica Cheila.

Sem dinheiro, a aposentada contou com a bondade de amigos e parentes para vir a Campo Grande, do ingresso à condução. O convite custou R$ 140,00 e o transporte cerca de R$ 50,00. Como o orçamento para viagem é quase inexistente, a aposentada trouxe de casa, na bolsa, frutas e “lanchinhos”.

O convite de Cheila é de arquibancada. O setor mais barato e distante do palco, mas mesmo assim, continua esperançosa com a entrega dos botões de rosas.

Nesta semana, o Lado B contou a história de dois outros fãs do Rei. Nathalie e o irmão Fernando Becker, chegaram a tatuar a música de Roberto nas costas, depois de Fernando sobreviver a um mês em coma.

Mas apesar de todos os apelos eles não conseguiram doação de ingressos. Também sem dinheiro, os dois buscaram solidariedade para ganhar as entradas e ir até o Guanandizão, mas faltando 2 horas para o início, ainda não conseguiram. “Estamos tentando dar um jeito, mas não sei se vai dar, subiu o preço”.

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