25/01/2013 09:40

Prefeito avisa que invasores não serão contemplados em programas habitacionais

Fabiano Arruda e Luciana Brazil
Ainda sem citar nomes, prefeito reafirmou que invasões são lideradas por “oportunistas ligados a políticos”. (Foto: Luciano Muta)Ainda sem citar nomes, prefeito reafirmou que invasões são lideradas por “oportunistas ligados a políticos”. (Foto: Luciano Muta)

Os invasores que ocupam quatro áreas públicas em Campo Grande ficarão de fora de programas habitacionais a serem lançados pela Prefeitura.

A afirmação é do prefeito Alcides Bernal (PP), que comentou sobre o assunto nesta manhã enquanto participava do lançamento oficial de campanha de combate à dengue.

Segundo Bernal, em breve, a Prefeitura deve entregar casas populares em programas habitacionais para “pessoas que precisam”. Conforme ele, a legislação diz que invasores de áreas públicas não podem ser contemplados nos programas num período de dois anos.

O prefeito voltou a comentar nesta sexta que medidas judiciais para reintegração de posse serão cumpridas, mas assegurou que vai tomar cuidado para “não cometer injustiça”.

O progressista também reafirmou que as invasões são lideradas por “oportunistas ligados a políticos”, mas preferiu não citar nomes, novamente. “Áreas públicas devem ser usadas para praças, creches. Não vou admitir isso (invasões)”, afirmou.

Entenda – Campo Grande tem hoje quatro regiões invadidas. A última delas, no bairro Jardim das Hortências, região do Aero Rancho, tem 280 pessoas acampadas.

Em frente ao lixão do bairro Dom Antônio Barbosa, cerca de 400 pessoas estão acampadas desde o fim do ano passado. O novo bairro já tem até nome: Mundo Novo.

No bairro Taguarussu, na Rua Abolição, esquina com a avenida Ernesto Geisel, em frente ao shopping Norte Sul, outra área pública foi invadida. A ocupação tem revoltado os moradores da região.

E no bairro Panorama, no cruzamento da Rua Três Poderes com a Tibagi, mais de 20 famílias ocupam uma área, onde até uma igreja está sendo construída. O local é particular e está em litígio.

A maioria dos “sem-teto” diz que se está cadastrada há anos no programa de habitação da Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), mas alega que até hoje não conseguiu uma casa.

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