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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

18/10/2017 08:04

Isadora transformou caminhada pela Índia em arte viva de muitas cores

Thailla Torres
Homens sagrados como uma de suas inspirações.
(Foto: Marcelo Oliveira)Homens sagrados como uma de suas inspirações. (Foto: Marcelo Oliveira)

Uma das memórias de infância que Isadora Yule, de 27 anos, carrega é do colorido das tintas que sempre encantou. Estimulada pelos pais, um arquiteto e uma jornalista, hoje ela aparece com um novo projeto, vistoso e inspirado em uma de suas últimas andanças pelo mundo: a Índia.

Em 2013 ela já tinha visitado o país com o namorado, mas neste ano decidiu retornar com a família para uma nova experiência. Arquiteta e ilustradora, Isadora desembarcou em Varanasi onde teve contato com as cores que tanto lhe chamou atenção. 

Por isso flores, vacas, elefantes e homens sagrados são o ponto de partida para a criação das obras "Olhares da Índia". São dez ilustrações em aquarela e nanquim dividas em temáticas diferentes, que conversam sobre a composição cultural do país.

Para além da delicadeza dos traços, a exposição propõe reflexões sobre a diversidade cultural tão rica para quem vem de fora e se depara com as diferenças. "É um choque cultural muito grande. Tanto que sempre me senti preparada a trabalhar com aquarela priorizando as cores mais suaves. E quando cheguei ali encontrei a força do vermelho, laranja, rosa e amarelo. Acabei renovando o meu trabalho", explica Isadora.

 

Isadora expressa porque a vaca é sagrada na ìndia.
(Foto: Marcelo Oliveira)Isadora expressa porque a vaca é sagrada na ìndia. (Foto: Marcelo Oliveira)
Detalhes em preto e branco que também encantaram. (Foto: Marcelo Oliveira)Detalhes em preto e branco que também encantaram. (Foto: Marcelo Oliveira)

Além de não deixar as cores de lado, Isadora buscou captar cada detalhe do comportamento e rotina dos indianos. "Na Índia tudo é impressionante e diferente. Olhar os homens sagrados, com aqueles turbantes e as roupas coloridas, as mulheres cheias de cores, as crianças com olhos pintados desde cedo. Referências que busquei passar nas telas".

O que chamou atenção de Isadora foi a organização de um povo em meio ao caos. "Lá uma cidade pequena é quase 2 milhões de habitantes. É tanta gente que as pessoas praticamente andam espremidas. Nas ruas você encontra vaca como quem vê cachorro nas ruas do Brasil. E o trânsito? Uma loucura, nunca vi coisa igual. Mesmo sem sinalização ou faixa, não dá nem para contar o número de acidentes, eles quase não acontecem", descreve.

A única resistência durante a caminhada foi com a alimentação. O sabor é marcante pelo uso da pimenta. "Até meus pais que amam pimenta tiveram dificuldade de comer, é tudo bem temperado e ardente. É preciso tempo para se acostumar, por isso acabei passando os dias a base de macarrão e omelete".

Mas o que ficou foi a empatia dos indianos com quem vem de fora. "São pessoas muito carinhosas, no ritmo deles, mas sempre muito atenciosos. A Índia é um lugar para respirar longe dos costumes e descobrir a beleza das diferenças culturais. Por isso eu tentei retratar isso através das cores que foi o que mais me marcou durante a caminhada".

Quem quiser bater uma papo com Isadora e conferir a exposição "Olhares da Índia", ela começa hoje no Frans Café às 19h30. A exposição fica até o dia 28 de outubro.

Confira abaixo fotografias da viagem que ficaram de recordação para Isadora.

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