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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

02/04/2015 16:30

Ex-vereador é condenado a 3 anos de prisão por desviar dinheiro público

Priscilla Peres
Feitosa nega as acusações e diz que vai recorrer da decisão. (Foto: Região News)Feitosa nega as acusações e diz que vai recorrer da decisão. (Foto: Região News)

A Justiça condenou o ex-presidente da Câmara de Sidrolândia - distante 71 km da Capital, Nelson da Silva Feitosa (PDT) a mais de três anos de prisão, por desviar dinheiro público. Ele é acusado de abastecer veículos particulares e de eleitores, em nome da Câmara, entre 2007 e 2008.

Nestes dois anos, o legislativo municipal gastou R$ 47.750 com 17.500 litros, para teoricamente abastecer os veículos oficiais. Nelson foi enquadrado no artigo 312, do artigo 71, do Código Penal. Por não ter antecedentes criminais, a pena de 3 anos e 17 dias foi convertida em medidas restritivas de direito e liberdade.

Feitosa terá de pagar 20 salários mínimos à entidade pública ou privada com atuação filantrópica social e prestação de serviços à comunidade, a serem designados pela Juiz da Vara de Execução Penal. Considerado o valor pecuniário da multa, Nelson terá de recolher à Justiça R$ 15.760,00 (equivalente a 20 salários), valor que corresponde a 33% dos quase R$ 48 mil gastos com gasolina quando presidiu a Câmara.

De acordo com o site Região News, juiz ainda absolveu Nelson em outras três imputações o que lhe garantiu o direito de continuar em liberdade. Não se levantou provas documentais, só indícios, de que teria partido do ex-vereador a ordem para abastecer veículos particulares na conta da Câmara.

Ficou comprovado que ele próprio abasteceu dois carros particulares (um Celta azul e uma caminhonete); autorizou que o ex-vereador Ilson Barbosa, na época 1º secretário da Câmara, que abastecesse seu veículo particular, além de beneficiar assentados e indígenas.

Ao site, Nelson Feitosa disse que vai recorrer da decisão de primeira instância do juiz Roberto Ferreira Filho. “Vou até as últimas consequências para provar minha inocência", disse ele, que acredita ser vítima de trama política.



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