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Política

Vereador se desculpa por frase “interpretada como machismo”

Na sessão dessa terça-feira, ele disse que “não tem marido que vai aguentar” mulher sem salão de beleza

Por Tainá Jara | 07/04/2020 18:13
Vereador Wellington Oliveira defendia abertura de salões de beleza durante pandemia (Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores)
Vereador Wellington Oliveira defendia abertura de salões de beleza durante pandemia (Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores)

O vereador Wellington Oliveira (PSDB) lamentou e pediu retirada da ata de parte do discurso feito por ele em sessão, na manhã desta terça-feira, na Câmara Municipal de Campo Grande.

Ao defender a reabertura de salões de beleza durante o período de quarentena, em decorrência do novo coronavírus, o parlamentar argumentou dizendo que “não tem marido que vai aguentar” .

Em nota, ele afirmou que a “fala foi interpretada como machismo, ao invés de somente exaltar a mulher, as profissionais da área estética e a importância da autoestima feminina”. O vereador reafirmou o compromisso na luta com os diretos da mulher e o combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Lamentando o que classificou como “impressão equivocada", o parlamentar se comprometeu a na próxima sessão, nesta quarta-feira, pedir a retirada da fala alvo de polêmicas da ata.

Como não são considerados serviços essenciais, os estabelecimentos de beleza não foram incluídos na lista de lugares com reabertura prevista para esta semana. Diante da restrição, o vereador argumentou:  "é importante a mulher fazer sobrancelha, unha e cabelo, pois não tem marido que vai aguentar”.

Outros pontos do discurso foram considerados controversos, como o relativo ao funcionamento das igrejas. “Porque se a pessoa quisesse matar a mulher e os filhos, ele vai e bate na igreja, está fechada. Daí ele fala ‘é um aviso de Deus para eu voltar lá e matar’”, afirmou.