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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

11/11/2013 11:08

Acrissul denuncia cartel e desaprova preço da vacina contra febre aftosa

Luciana Brazil

O preço da vacina contra a febre aftosa está 66% mais caro em Mato Grosso do Sul na segunda fase da campanha iniciada no dia 1° novembro. Em apenas seis meses, o preço médio da dose passou de R$0,90 para R$1,50, de acordo com pesquisa da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).

Diante da alteração elevada de preço, a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), denunciou a prática de cartel que, segundo a entidade, vem sendo empregada na comercialização da vacina.

A Acrissul solicitou que haja uma apuração do reajuste por parte da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária a Animal e Vegetal), da Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo) e do próprio Ministério da Agricultura.

Segundo a denúncia feita à Agência de Vigilância Sanitária, o reajuste foi aplicado justamente às portas do início da etapa de vacinação, pegando os produtores de surpresa.

O diretor secretário do Sistema Famasul, Ruy Fachini, afirmou que a preocupação é grande, já que o aumento no preço foi significante. "Nós até esperávamos uma aumento, mas não nessa proporção. É realmente preocupante".

Conforme a Acrissul, a vacina está mais cara que o valor pago na primeira etapa, realizada em maio. Para a entidade, o preço vai pesar no bolso do produtor.

O gasto total com a imunização dos 10,8 milhões de bovinos será de R$16 milhões aproximadamente, segundo a Iagro. Em Mato Grosso do Sul são 60 mil propriedades rurais. 

Para a Acrissul esta majoração exorbitante parece não ter justificativa. “Aparentemente não há nenhum motivo para que a vacina sofra elevações tão gritantes no preço”, avalia o presidente da entidade, Francisco Maia.

A assessora jurídica da Acrissul afirmou que os motivos para a alta repentina do preço da vacina estãos sendo investigados.

“Precisamos apurar de quem é a culpa, se dos laboratórios, se do Ministério da Agricultura, se do Governo do Estado ou do próprio comércio local”, avaliou a advogada da entidade, Luana Ruiz Silva.

Segundo ela, o fato é que a vacinação é obrigatória em Mato Grosso do Sul, uma necessidade para garantir além da sanidade do rebanho, o status sanitário que permite condições para que o Estado opere no mercado externo de acordo com as normas internacionais exigidas.

“Mas o aumento realmente é preocupante. Se constatarmos que houve irregularidade no reajuste tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, alertou.

De acordo com a Iagro, na região do Planalto o produtor deve vacinar os animais entre 0 e 24 meses, já na região da fronteira todo o rebanho deve ser vacinado até o dia 30 de novembro. No pantanal, a vacinação deve abranger todo o rebanho dos produtores optantes pela etapa novembro, cujo prazo final na região é dia 15 de dezembro.




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