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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

01/09/2014 14:34

Apesar de clima atrapalhar, produção de cana ainda será 6% maior

Caroline Maldonado
Segundo Roberto Holanda, Biosul espera crescimento de 6,7 % na produção com o fim da safra 2014/2015 (Foto: Arquivo/Stephanie Romcy)Segundo Roberto Holanda, Biosul espera crescimento de 6,7 % na produção com o fim da safra 2014/2015 (Foto: Arquivo/Stephanie Romcy)

As geadas ocorridas no sul do estado e a incidência irregular das chuvas atrapalharam a safra 2014/2015 de cana-de-açúcar e o acumulado da produção até a primeira quinzena de agosto é 12,5% abaixo do mesmo período do ano passado em Mato Grosso do Sul. Ainda assim, a área plantada aumentou e a estimativa é de crescimento no volume da moagem, que deve se estender até janeiro, segundo a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). A previsão é de que sejam moídas 44,3 milhões de toneladas com o fim desta safra, o que seria 6,7 % superior as 41,4 milhões de toneladas processadas na safra 2013/2014.

Até a primeira quinzena de agosto o acumulado da produção é de 19,6 milhões de toneladas, enquanto no mesmo período de 2013 o montante foi de 22,4 milhões, ou seja 12% a menos. A safra perdeu também em qualidade, conforme o presidente da Biosul, Roberto Holanda. Os dados levantados pela entidade até meados de agosto revelam queda de 2% no indicador que representa a qualidade dos produtos oriundos da cana, em relação ao acumulado do ano passado.

Acumulado da produção de cana até a primeira quinzena de agosto é 12,5% abaixo do mesmo período do ano passado em MS (Foto: Arquivo)Acumulado da produção de cana até a primeira quinzena de agosto é 12,5% abaixo do mesmo período do ano passado em MS (Foto: Arquivo)

 O indicador de qualidade ficou em 123,62 no acumulado deste último levantamento, enquanto no mesmo período de 2013 era de 126,16. Ambos os resultados estão abaixo do desejável, que é de 139, de acordo com a Biosul e o motivo preponderante são as condições climáticas.

“Esse é o quarto ano consecutivo em que o clima está atrapalhando as safras, seja porque tem períodos de seca ou porque chove muito. Mas já estávamos esperando esse resultado, pois teve uma geada em julho de 2013, que afetou o que ia ser colhido e o que estava rebrotando. Isso causou a perda, porque a geada queima a planta, que luta para viver e gasta mais açúcar, perdendo a qualidade”, explica Roberto.

As perdas com a qualidade não são preocupantes, porque o que não pôde ser aproveitado para o açúcar, já que apresentava nível menor de sacarose, foi utilizado para a fabricação do etanol, segundo o presidente da entidade. “Com isso, nós tivemos uma perda bem menor na produção de biocombustível. Até agora, houve redução de apenas 9% na produção do etanol total em relação ao acumulado de abril a agosto de 2013”, avalia.

 Perspectiva positiva – A safra é considerada de recuperação, ainda assim o setor sucroalcooleiro em Mato Grosso do Sul aumentou em 11% a área de produção e conta com 22 unidades operando, de acordo com o último levantamento da Biosul.

O aumento da área é justamente um dos fatores considerados nas previsões positivas para o fim desta safra. As estimativas de especialistas em tempo e condições climáticas também animam o setor. Para o fim deste ano diminuiu o risco de geadas e o fenômeno El Niño não deve trazer impactos significativos ao Estado, conforme estudiosos consultados pela entidade.



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