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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

10/03/2016 11:25

Aumento no custo de produção pode reduzir área do milho 1ª safra em 22%

Caroline Maldonado
Safra de milho safrinha começa agora e se estende até o meio do ano. (Foto: Divulgação)Safra de milho safrinha começa agora e se estende até o meio do ano. (Foto: Divulgação)

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve ter queda de 6,4% neste ano, em Mato Grosso do Sul, conforme estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística). A previsão é a mesma do levantamento feito anteriormente. O volume deve cair de 17,3 milhões de toneladas para 16,2 milhões de toneladas.

Das lavouras de milho, é esperada redução de 13%, pois o total produzido deve cair de 9,7 milhões de toneladas para 8,4 milhões de toneladas, conforme o IBGE. Levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), também divulgado hoje, revela tendência de redução da área de milho plantado na primeira safra, com estimativa de 22% a menos.

Segundo a Companhia, o motivo é a substituição da cultura de milho pela de soja, pois no planejamento da produção a leguminosa encontrava-se com preços bem mais atrativos no mercado. Além disso, o custo de produção do milho teve acréscimo considerável, em função da alta do dólar, hoje cotado a R$ 3,68. Com isso, a produção da primeira safra deve cair de 174,3 mil toneladas para 144 mil toneladas, ou seja, 17,4% a menos, na estimativa da Conab.

Para quem optou pelo milho de primeira safra, seria ideal finalizar o plantio até meados de março, mas até esta semana, apenas 46% da área total foi plantada, de acordo com a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de MS). O atraso se deve ao excesso de chuva em MS, que já prejudica a colheita da soja.

A soja deve contabilizar aumento de 2,6%, com produção de 7,49 milhões de toneladas em 2016, contra as 7,30 milhões de toneladas colhidas no ano passado, conforme o IBGE. Segundo a Conab, até o momento, foram colhidos cerca de 53% do total da área cultivada no Estado.

As lavouras de cana-de-açúcar devem render a mesma quantidade do obtido ano passado, ou seja, 51,2 milhões de toneladas, segundo pesquisa.

Menos expressiva, a produção de feijão terá queda de 6,5%, conforme a estimativa, passando de 27 mil toneladas para 25,2 mil toneladas. Já a mandioca deve ter retração de 13,8% no volume e sair da casa de 1 milhão de toneladas para 869 mil toneladas. Com produção concentrada no norte de Mato Grosso do Sul, a colheita de algodão deve ter recuo de 1%, de 137,7 mil toneladas para 136,4 mil toneladas.

O Estado permanece em quinto lugar na lista de maior participação no volume de grãos, oleaginosas e cereais produzidos pelo país, com 6,1%. O líder é Mato Grosso, com 24,1%/ o segundo é Paraná, com 18,2% e em seguida estão Rio Grande do Sul, com 14,6% e Goiás, responsável por 10%.



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