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26/12/2014 08:57

China diminui consumo e exportações de MS caem US$ 46 milhões no ano

Caroline Maldonado
China reduziu importação de soja de MS (Foto: Marcos Ermínio)China reduziu importação de soja de MS (Foto: Marcos Ermínio)

Principal importadora de grãos de Mato Grosso do Sul, a China reduziu o consumo neste ano e a exportação agropecuária do Estado contabilizou US$ 46.664.038 a menos que em 2013. A economia do país asiático teve retração neste ano, por isso a redução na importação de soja, celulose, couro bovino e açúcares de cana de produtores sul-mato-grossenses.

A China, no entanto, não é a única responsável pela queda de 0,94% nas exportações do Estado, que entre janeiro e outubro de 2013 alcançaram US$ 4,946 bilhões e no mesmo período desse ano levantaram US$ 4,900 bilhões, conforme dados do Midic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Segundo o consultor em comércio exterior Aldo Barrigosse, o recuo nos preços da soja e celulose no mercado internacional também motivaram a redução no montante referente a exportação. O volume exportado passou de 12,9 milhões de toneladas entre janeiro de outubro de 2013 para 14,4 milhões no mesmo período deste ano.

Mesmo com o cenário de retração, os resultados não abalam o Estado já que as negociações contaram com a desvalorização do real frente ao dólar este ano, conforme explica o consultor. “Também tivemos outros impactos positivos observados, como o aumento da produtividade na agricultura e na pecuária, a diversificação de produtos (celulose, seringueiras, milho, soja, algodão, entre outros) e a expansão da área plantada”, destaca Aldo.

Perspectiva 2015 - A queda na exportações é insignificante se comparada as variações positivas dos últimos quatro anos. De 2009 para 2010, o montante em dólar cresceu 65% e no ano seguinte, a alta foi de 24%. Em 2012, o desempenho foi menor, com acréscimo de apenas 5,6%, mas em 2013 o mercado ganhou novo fôlego e o valor subiu 27% em relação ao ano anterior. A série histórica deixa claro, que a exportação do mercado sul-mato-grossense cresce e muito a cada ano, por isso a expectativa para o próximo ano é positiva, de acordo com o consultor.

“Em 2015, a expectativa é que tenhamos uma ampliação dos produtos de MS no mercado Chinês, pois poderemos inserir novos produtos não explorados hoje neste mercado”, prevê Aldo, ao lembrar que desde 2010 as exportações para a China aumentam significativamente, sendo que de 2012 para 2013 o montante cresceu 69%. “Outro fator positivo é a melhora da economia americana, que afeta positivamente todo mercado mundial”, destaca.

O Estado pode esperar ainda bons negócios com os principais compradores de carne, que são Rússia, a cidade chinesa Hong Kong e a Venezuela. Esses mercados aumentaram a importação de carne de Mato Grosso do Sul, este ano. “O único dos dez principais compradores, que diminuiu a importação do produto é o Irã”, detalha Aldo.

Expectativa é de bons negócios com principais compradores de carne, que são Rússia, a cidade chinesa Hong Kong e a Venezuela (Foto: Marcos Ermínio)Expectativa é de bons negócios com principais compradores de carne, que são Rússia, a cidade chinesa Hong Kong e a Venezuela (Foto: Marcos Ermínio)
Recuo nos preços de soja e celulose no mercado internacional também motivaram redução no montante referente a exportação (Foto: Folha Online)Recuo nos preços de soja e celulose no mercado internacional também motivaram redução no montante referente a exportação (Foto: Folha Online)

Novos mercados - A Rússia autorizou, em outubro deste ano, o frigorífico Fribrasil Alimentos, de Caarapó, a 283 quilômetros de Campo Grande, a exportar carne bovina para o mercado russo e da União Aduaneira, formada pelo Cazaquistão e Bielourússia.

Negociações com o Japão também devem pesar na balança em 2015, pois na semana passada o vice-ministro de Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão, Hisao Harihara, esteve em São Paulo e sinalizou abertura do mercado para carne bovina brasileira. Segundo Hisao, está na última etapa a análise da documentação brasileira, por parte do Ministério da Saúde japonês.

Em setembro, representantes do Mirag (Ministério da Agricultura de Cuba) estiveram no Brasil, fazendo inspeção das plantas de estabelecimentos para a exportação de produtos lácteos e carne bovina. Em Mato Grosso do Sul, apenas o frigorífico JBS, em Campo Grande, foi liberado para negociação. Desde o ano passado, a exportação de carne de aves e suína para Cuba ocorre sem a inspeção de técnicos cubanos. Neste ano, o Brasil já pode indicar as plantas de carne bovina e lácteos. Conforme o Mapa, as plantas serão avaliadas pelos cubanos com base nas garantias oferecidas pelo serviço sanitário brasileiro.



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