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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/03/2016 12:16

Chuva não para e compromete até 20% da soja na região Sul do Estado

Renata Volpe Haddad
Chuva compromete colheita de soja e região Sul do Estado pode perder de 10% a 20% dos grãos.  (Foto: Direto das Ruas)Chuva compromete colheita de soja e região Sul do Estado pode perder de 10% a 20% dos grãos. (Foto: Direto das Ruas)

A safra de soja estimada como recorde para este ano em Mato Grosso do Sul, já está comprometida por causa das chuvas constantes e há regiões onde, até agora, foram colhidos apenas 40% dos grãos. O problema é que a retirada da soja precisa ser feita rapidamente, para que o plantio do milho safrinha aconteça até 10 de março.

Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja) admite que a perda na região Sul pode ser de até 20%. Em muitos locais a colheita já acontece, simplemente, para a retirada do produto da área, já que a qualidade está comprometida por causa da chuva.

Para o analista de grãos da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária), Leonardo Carlotto, os técnicos ainda estão realizando o levantamento de perda, mas devido as chuvas constantes, pode ser que de 10% a 20% de soja na região Sul esteja comprometida. "Alguns produtores estão colhendo para retirar o grão, mesmo sabendo que a qualidade do produto é zero, a situação está complicada", alega.

Mesmo com a trégua das chuvas no início da colheita, Ponta Porã tem 40% da lavoura de soja colhido e Dourados está com 52% até o momento, segundo o último levantamento do Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul).

A região Sul representa 60% da área total de soja em Mato Grosso do Sul, sendo que 57,3% da área já foi colhida. Em Aral Moreira e Laguna Carapã, 80% das lavouras do grão já foram colhidos. Amambai, Fátima do Sul, Vicentina e Naviraí, tem 75% de área colhida e Douradina, 70%.

Segundo a Aprosoja, a previsão de 7,4 milhões de toneladas esperadas para este ano na safra 2015/2016 de soja pode não chegar nem mesmo ao índice registrado no ciclo passado no Estado, que foi de 7 milhões de toneladas.

Isso porque, existem talhões, que são as áreas que formam uma mesma propriedade, com 100% de perda do montante de grãos colhidos devido às chuvas.

Grãos perdem a produtividade devido as chuvas constantes. (Foto: Direto das Ruas)Grãos perdem a produtividade devido as chuvas constantes. (Foto: Direto das Ruas)

Milho Safrinha – O plantio do milho safrinha é feito logo após a colheita da soja e o prazo para os produtores é até 10 de março. Isso porque, se passar desse período, aumenta a possibilidade de ocorrência de geadas no meio do ano, ou seja, aumentam os riscos de perdas dos produtores.

O plantio do milho está em 37,4% da área plantada. Com a demora na retirada da soja do campo, o desenvolvimento da plantação também atrasa, sendo que é preciso que o solo esteja em condições de plantio.

Ainda conforme a Aprosoja, comparando com a safra anterior, nesta mesma época o plantio de milho safriha estava em 50% do território, o que presenta atraso de 12%.

"Se o período ideal de plantio de milho passar, essa safra certamente também será prejudicada e mais um prejuízo será adicionado ao bolso do produtor", explica o presidente da Aprosoja, Christiano Bortolotto.



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