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Campo Grande, Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

09/12/2015 11:41

Com 7,3 mi de toneladas, previsão é de que safra 2015/16 seja histórica

Renata Volpe Haddad
Previsão para 2016 é que safra de soja chegue a 2,4 milhões de hectares de áreas plantadas. (Foto: Famasul)Previsão para 2016 é que safra de soja chegue a 2,4 milhões de hectares de áreas plantadas. (Foto: Famasul)

O plantio de soja em Mato Grosso do Sul já foi praticamente concluído e a colheita deve acontecer em meados de 2016. A previsão é de que na safra 2015/2016, o Estado chegue a 2,4 milhões de hectares de área plantadas, o que representa 100 mil hectares a mais do que no ciclo passado, aumento de 4%. Os detalhes da previsão foram apresentados pela Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária), nesta quarta-feira (9).

Se as previsões se cofirmarem e o clima ajudar, a safra 2015/16 será a maior da história do Estado, com previsão de produção de 7,3 milhões de toneladas, acréscimo de 6% em relação a 2014/2015. Os dados são apontados pelo Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio).

De acordo com o presidente da Aprosoja/ MS, Christiano Bortolotto, mais de 90% dos municípios de Mato Grosso do Sul plantam soja. "O aumento deve-se a aplicação de tecnologia e a produção que sempre vem aumentando de uma forma maior do que a área, isso mostra que o setor busca melhoria para aumentar a produtividade", afirmou.

Para o presidente do sistema Famasul, Maurício Saito, a boa produtividade da agricultura no Estado, deve-se pelo fato da crescente demanda pelo alimento. "Aliado a isso, existe um trabalho muito bem desenvolvido especificamente em Mato Grosso do Sul, pelos produtores rurais que implantam as tecnologias disponíveis, e o resultado disso é a boa produtividade", informou.

Sobre o milho safrinha, Bortolotto alega que em 2015, houve recorde de produção de área plantada em Mato Grosso do Sul, com 1,7 milhão de hectare e aumento de 5,2% em comparação com 2014. "O aumento de produção foi de 9%, sendo 9,04 milhões de toneladas. Por ser uma cultura de alto risco, tivemos sucesso de produção e os números mostram que o produtor está conseguindo conquistar safras melhores e maiores", informou Bortolotto.

Ainda segundo o presidente, o milho safrinha é de extrema importância para o Estado. "Podemos considerar como uma segunda safra em Mato Grosso do Sul e é extremamente importante, pois são 700 mil hectares a menos do que a soja, sobrando para outras culturas de inverno, sendo a pastagem safrinha que vem aumentando de forma significativa", comentou.

Presidente da Aprosoja comenta que houve recorde de produção do milho safrinha em 2015. (Foto: Famasul)Presidente da Aprosoja comenta que houve recorde de produção do milho safrinha em 2015. (Foto: Famasul)

Aumento de custo para o produtor – Conforme Saito, no setor de fertilizantes houve aumento de 20%, assim como os insumos químicos. "Isso faz com que esse aumento no custo de produção tenha reflexo na safra de 2015/2016 e especificamente a nossa preocupação é com a safrinha, por esse aumento de custo de produção", afirmou.

Os preços dos insumos são formados em dólar, o que aumenta ao produtor brasileiro o custo de produção. Para o presidente da Aprosoja, todo aumento de custo é sempre preocupante para a produção e para o produtor rural.

"Quando falamos em aumento de custo, nos remetemos a possível diminuição de rentabilidade aos produtores. Nós estamos preocupados sim com esse aumento no custo, mas pelos nossos levantamentos, nessa safra 2015/2016, os produtores conseguiram passar pela safra comprando os defensivos por um preço mais favorável e com uma grande possibilidade de vender seus produtos com colhidos com valores melhores", explicou.

Exportação do milho cresceu 33,8% em 2015, sendo 1,8 milhão de toneladas. (Foto: Famasul)Exportação do milho cresceu 33,8% em 2015, sendo 1,8 milhão de toneladas. (Foto: Famasul)

Projeções econômicas - A produção agrícola em comparação a 2014 e 2015, mostra crescimento de 16,75% neste ano em relação a soja, 10,72% na produção de milho e 3,55% na produção de cana-de-açúcar.

Sobre os preços agrícolas, em 2015, houve incremento de 5,13% no preço da soja, 5,27% no valor pago ao milho e 3,23% para a cana-de-açúcar.

Nas exportações de soja em grão, houve incremento de 32% de volume exportado, de janeiro a outubro de 2015, em comparação com 2014. De acordo com o diretor executivo da Famasul, Lucas Galvan, Mato Grosso do Sul é um Estado eminentemente exportador, já que a população, não consegue consumir tudo o que é produzido. "Dependemos de relações com outros Estados ou países para colocar o excedente produzido aqui", explicou.

De janeiro a outubro deste ano, houve crescimento de 33,8% no volume exportado de milho, em relação a todo ano de 2014, com 1,8 milhão de toneladas.

Para o complexo sucroenergético, houve crescimento de exportação de 12,4% de janeiro a outubro de 2015, se comparado ao mesmo período de 2014, sendo 874 mil toneladas de cana-de-açúcar. 



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