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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/05/2013 15:56

Com Assembleia lotada de fazendeiros, audiência discute demarcações

Ângela Kempfer e Viviane Oliveira
Audiência publica ocorre na Assembleia Legislativa. (Foto: Vanderlei Aparecido)Audiência publica ocorre na Assembleia Legislativa. (Foto: Vanderlei Aparecido)

A audiência pública foi convocada para discutir o conflito entre fazendeiros e índios em Mato Grosso do Sul, mas o plenário da Assembleia Legislativa tem maioria esmagadora de produtores rurais na tarde de hoje.

O reflexo são os discursos reforçando a defesa da propriedade, do “estado de direito” e a cobrança por medidas que retirem famílias indígenas de áreas invadidas no Estado. Mas também há faixas que pedem “demarcação justa e pacífica”.

Segundo a deputada Mara Caseiro (PTdoB), responsável pela audiência pública desta segunda-feira, os índios foram convidados, mas não compareceram.

Ela lembra que ao fim das discussões de hoje, os deputados esperam chegar a um documento que será levado à Brasília e apresentado à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em reunião já marcada para amanhã.

“Ninguém é contra os índios. Mas há alguns grupos que são incitados pela Funai e pelo CIMI a invadir terras”, lembra sobre o conflito em Sidrolândia, onde índios terena estão acampados na fazenda do ex-deputado Ricardo Bacha já há quase 3 semanas.

Um dos únicos representantes dos indígenas nos debates é o vereador Aguilera de Souza, de Dourados. “Os políticos deveriam intermediar melhor essa questão. A sociedade acha que os indígenas estão mal intencionados. Isso não é verdade. No futuro, essa indefinição, vai gerar conflitos maiores se não for resolvida a questão”, reclama.

A Funai é um dos alvos preferidos durante a audiência inclusive, com os índios no ataque. “A Funai tem de ser reestruturada, alguns funcionários estão distantes das questão indígena”, avalia o vereador Aguilera.

O maior impasse sobre as demarcações, conforme argumento dos fazendeiros, é a impossibilidade da União pagar pelas terras, caso ocorra as demarcações, porque o governo não pode reaver as terras para devolver aos índios e ao mesmo tempo pagar pelo que já passaria a ser da União.

Para o professor Hildebrando Campestrini, o problema todo é o debate “passional”. “Todo mundo esta movido pela paixão e o governo federal está bem perdido. Não é por ai”

 



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