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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

06/08/2018 18:39

Com chuva, onças atacam gado e fazendeiros redobram cuidado

Um bezerro foi morto na manhã de hoje (06) em uma fazenda de Terenos. Ano passado, nesse mesmo período, foram 9 mortes em um só ataque.

Anahi Gurgel
Bezerro atacado na manhã desta segunda-feira (06), em Terenos. (Foto: Aloízo Rodrigues)Bezerro atacado na manhã desta segunda-feira (06), em Terenos. (Foto: Aloízo Rodrigues)

Se por um lado a chuva é bem-vinda e “abençoa” o homem do campo, irrigando as plantações, por outro pode ser sinônimo de preocupação em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. É nesse período que há aumento dos ataques de onças ao gado, como o que aconteceu na manhã desta segunda-feira (06), em uma fazenda de Terenos – a 25 quilômetros de Campo Grande.

O relato foi feito por Aloízo Rodrigues dos Santos, 58 anos, administrador rural e professor com mestrado em meio ambiente.

“Normalmente, durante ou depois de uma chuva mais fraca, e no final das tardes ou de manhã cedo, ouvimos ao longe esturros da onça. Hoje, ela pegou um bezerro, mas ano passado, nessa mesma época, foram 9 cabeças de gado perdidas em um só ataque”, descreve Aloizo.

Ele conta que, dessa vez, a onça – que pode ser uma parda - retirou um pedaço do bezerro e escondeu o resto. “Achamos o que sobrou, cortamos e vamos alimentar o "Belão ", nosso cachorro, para não desperdiçar”, diz.

O professor destaca que a onça anda de propriedade em propriedade, atrás de comida. "Muito provavelmente, o tempo quente que estava fazendo nos últimos dias na região, fez com que as onças ficassem na mata, onde é mais fresco. Aí vem a chuva e ela sai para caçar", explica.

Aloizo pontua ainda que não há muito o que ser feito para evitar os ataques das feras. Os touros são aliados, pois eles protegem o rebanho, o gado fica atrás deles, e as onças são intimidadas. Os proprietários também procuram deixar mais luzes acesas e cachorros próximo ao pasto.

"É a natureza. A onça percorre vários quilômetros para se alimentar, ainda mais se estiver com filhotes. Mas nós não agredimos, não matamos. O animal come aqui ,vai embora para outro lugar e o ciclo de vida dele não é interrompido”, ensina.



Nove mortes de gado em um só ataque! nunca registrado na literatura! se fossem carneiros, poderia até ser, em caso de onça parda, que quando está de filhote, mata acima do que precisa para se alimentar, para ensinar os filhotes a caçar. Mas jamais registrados tantos animais em único ataque no Brasil.
Chamar o detetive virtual.
Falando Sério! A legislação permite a captura e até o abate do animal em casos específicos, embora os órgãos ambientais optem pela captura e remoção. Faz-se um requerimento junto ao Imasul que assumiu as funções administrativas faunísticas, de preferência com fotos dos animais abatidos e solicita a remoção.
 
Ednilson Paulino Queiroz em 07/08/2018 13:12:12
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