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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

11/07/2016 06:38

Com mudanças no FCO, MS vai destravar R$ 54 milhões da avicultura

Priscilla Peres
Governo tem realizado ações para incentivar o setor. (Foto: Famasul/ Divulgação)Governo tem realizado ações para incentivar o setor. (Foto: Famasul/ Divulgação)

Depois de reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da energia elétrica para aviários, o governo do Estado conseguiu ampliar o tempo de pagamento de financiamentos feitos pelos criadores de aves do Centro-Oeste e com isso, destravar 100 projetos.

O Centro-Oeste tinha 100 projetos da avicultura integrado paralisados, devido a mudança no prazo de pagamento dos equipamentos semi-fixos com recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), que passaram de dez para seis anos. Em Mato Grosso do Sul eram, 20 financiamentos que somavam R$ 54 milhões.

Na reunião do Condel/Sudeco (Reunião do Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro-Oeste) nesta semana, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) propôs que o prazo de financiamento voltasse aos 10 anos e foi atendido.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck explica que até o ano passado os equipamentos semi fixo eram financiados em 10 anos, mas a regra mudou para seis anos. "Um aviário custa em torno de R$ 1 milhão, sendo R$ 500 mil só a parte semi fixa. Com a mudança no tempo, o projeto não se viabiliza por que o produtos não consegue pagar".

A proposta do governo é retroativa a 1° de janeiro, ou seja, quem contratou neste ano terá o projeto reavaliado com o pagamento em 10 anos. "Isso vai destravar projetos que ficaram no papel e fomentar ainda mais o setor", destaca Verruck.

Eucalipto - Outra boa notícia da reunião é para os produtores da integração lavoura-pecuária-floresta. A partir de agora, quem quiser reformar pasto usando a integração com eucalipto terá 8 anos de carência para o pagamento da floresta.

O secretário Jaime Verruck explica que nessas situações os produtores teriam que pagar em três anos, mas nesse tempo ele não comercializa o eucalipto. Para financiamentos de florestas com recursos do FCO, o produtor tem oito anos de carência porque o primeiro corte é com sete anos.

"Pedimos que a mudança fosse feita para viabilizar os projetos dos produtores de MS e conseguimos", comemora Verruck.



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