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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

30/03/2011 18:20

Com novas regras da ZAV, comércio de bovinos será mais fácil

Jorge Almoas
Rubens detalhou novas regras para ZAV, região com 800 mil animais na fronteira com Paraguai e Bolívia (Foto: João Garrigó)Rubens detalhou novas regras para ZAV, região com 800 mil animais na fronteira com Paraguai e Bolívia (Foto: João Garrigó)

Publicada no Diário Oficial do Estado de terça-feira, a portaria da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) que define as novas posturas sanitárias em relação à Zona de Alta Vigilância vai facilitar o trânsito de animais dentro do Estado e o comércio de gado, com foco no mercado internacional.

Instituída em 2008 na fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, a ZAV, como ficou conhecida, impunha aos produtores rurais uma série de medidas sanitárias para o rebanho, além de extensa burocracia para o trânsito e comércio de animais.

“Com a portaria, essa burocracia deixa de existir. Os produtores vão conseguir maior dinamismo para transportar o rebanho, vender e receber animais em suas propriedades”, disse Rubens de Castro Rondon, gestor de defesa sanitária animal da Iagro.

Ele explica uma situação vivida até então pelos produtores rurais da ZAV. Quando adquiria um grupo de animais de propriedade localizada no Planalto, o fazendeiro precisava de uma série de autorizações, concedidas pela Iagro, além de vistoria dos animais e manutenção do rebanho comprado em quarentena.

“Isso desestimulava o comércio, por conta das demandas exigidas pela Iagro. Mas agora vai ser mais simples, e o produtor pode voltar a se planejar para vender o rebanho para outras regiões de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do exterior”, acrescenta Rubens.

O gestor diz ainda que no primeiro momento, o foco será para o comércio interno. Em 4 de fevereiro deste ano, a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) reconheceu todo o Mato Grosso do Sul como área livre de aftosa com vacinação, o que extinguia a necessidade de manutenção da ZAV.

Oficialmente, a zona de proteção especial deixou de existir. Mas certas demandas serão mantidas. “Não vamos baixar a guarda. É preciso cuidado e trabalho duro para que o fantasma da febre aftosa não ronde nosso Estado”, declarou Rubens.

No segundo momento para o comércio de animais – no caso para o mercado internacional – ainda resta a aprovação dos países interessados, como Chile e membros da União Européia, que compram carne de Mato Grosso do Sul.

“O reconhecimento da OIE é uma indicação para que os países interessados também habilitem Mato Grosso do Sul ao comércio internacional”, afirma o gestor da Iagro.

Nas propriedades localizadas na ZAV, distribuída em 13 municípios na fronteira com Paraguai e Bolívia, o rebanho é de 815 mil animais, a maioria gado de corte.

Alteração – Uma importante mudança de postura em relação à ZAV diz respeito à identificação e vacinação de animais. Antes, o trabalho era realizado por técnicos da Iagro. A partir de agora, a responsabilidade será do produtor rural.

A fixação de brincos para identificação e a aplicação de doses da vacina contra aftosa ficará a cargo dos produtores rurais. “Mas com supervisão da Iagro, principalmente em propriedades consideradas críticas, como as localizadas em assentamentos, comunidades indígenas e as que apresentam alta movimentação”, detalhou Rubens.

Vacinação – O calendário de vacinação do rebanho no Mato Grosso do Sul será definido nos próximos dias. Entretanto, Rubens adiantou que as datas deverão ser mantidas.

Ainda que oficialmente a ZAV não exista, a região terá calendário específico. Realizada, via de regra, em duas etapas, a vacinação no Planalto deverá acontecer de 1º a 30 de maio. No entanto, uma mudança se processará neste ano.

Até 2010, a vacinação do gado no Planalto contemplava animais até 24 meses. Em 2011, todo o rebanho deverá ser imunizado. A segunda etapa de vacinação deverá se proceder entre 1º e 30 de novembro.

No Pantanal, os produtores deverão imunizar o rebanho em maio de 1º de maio a 15 de junho, ou de 1º de novembro e 15 de dezembro. E na ZAV, o calendário será de 1º de abril a 15 de maio.




O trabalho de Defesa Sanitária é importante não só nas fronteiras, mas em âmbito geral.
A sociedade em geral precisa aprender a valorizar, e principalmente respeitar o trabalho dos profissionais da Fiscalização em Sanidade Animal.
A inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal garante saúde a população, mas infelizmente não obtém o respeito merecido.
Isso é demonstrado na desvalorização da classe, onde os profissionais da IAGRO são tachados como "chatos", ou ouve-se que a IAGRO que atrapalha o produtor.
É muito simples, produtor correto não tem dor de cabeça!!!!
O que não se lembra, é que quem vestiu a camisa e levantou a bandeira do MS foram os servidores da IAGRO que ralaram na ZAV nos últimos 4 anos.
Hoje, o MS está Livre de Febre Aftosa. Esperamos que o poder público e a classe produtora valorizem seus profissionais dando condições de trabalho dignas e salários justos para a curva continuar ascendente!!
 
Luis Fabiano em 01/04/2011 09:56:19
O trabalho de defesa sanitária na fronteira com o Paraguai e a Bolívia são importantíssimos para a manutenção de qualquer status sanitário. O papel da IAGRO é o principal e indelegável, vamos observar a evolução dos trabalhos e seus resultados finais. Rezemos entretanto para que a aftosa não acabe com o bom momento da pecuária, e que os técnicos da IAGRO não façam nenhuma greve salarial, posto que na área da defesa são dos profissionais mais mal remunerados do país... pobre distorção!
E a exposição vem ai... sérá que os dirigentes já ouviram falar de uma tal mobilização ou greve por salários que será deflagrada nesta ocasião?
 
Antonio Caporale em 31/03/2011 09:17:52
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