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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/02/2014 15:36

Custo de produção impede que preços recordes aumentem renda do pecuarista

Zana Zaidan
Pecuarista deve se dedicar à gestão e adoção de sistema de controle de custos (Foto: Divulgação)Pecuarista deve se dedicar à gestão e adoção de sistema de controle de custos (Foto: Divulgação)

A cotação do boi gordo registra recordes em Mato Grosso do Sul e o bezerro é comercializado em fevereiro por valores que superam em mais de R$ 100 o preço do mesmo período em anos anteriores. Mesmo com as valorizações, o custo de produção impede a rentabilidade do pecuarista que se dedica ao sistema de recria e engorda. A análise é da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS).

Na primeira quinzena de fevereiro, a cabeça foi vendida por R$ 860, enquanto a cotação do boi gordo registrou média de R$ 107,91 a arroba, nas negociações à vista. Desta forma, o produtor consegue comprar 2,13 bezerros com a venda de um boi gordo, considerando o valor da arroba do boi a R$ 107,91 e da venda do bezerro. Esta relação de troca representa queda de 4% no poder de compra do produtor em comparação a 2011. Naquele ano, a equivalência era de 2,22 bezerros por boi, com a arroba a uma média de R$ 94,81 e o bezerro a R$ 725,3 a unidade.

"Com essa relação conseguimos perceber que o produtor continua com sua planilha apertada e que a arroba ainda precisa e tem espaço para novas elevações de preço", afirma o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini.

Recomendação – De acordo com Fachini, o momento é ideal para que o pecuarista se dedique mais à gestão da propriedade e adote um sistema de controle de custos. "Apesar dos bons resultados para o produtor, o preço do bezerro também valorizado se reflete nos custos de produção do invernista. Desse modo, os efeitos da elevação na arroba do boi gordo não chegam ao bolso de quem não coloca tudo na ponta do lápis", explica.

O diretor enfatiza, ainda, que a demanda, tanto interna quanto externa, continuará aquecida diante da Copa do Mundo, o que elevará o consumo de carne bovina brasileira.



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