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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/05/2013 21:51

Deputados do MS e Famasul pedem suspensão de demarcações no MS

Nyelder Rodrigues

Durante seis horas, parlamentares representando os produtores rurais de Mato Grosso do Sul participaram nesta quarta-feira (8) em Brasília de uma audiência pública com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para questionar as demarcações de terras indígenas e pedir a suspensão dos processos.

O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) foi um dos que cobrou ações da União. “O governo pode sim, basta vontade política e não ceder pressão de Ongs internacionais que querem a baderna no campo brasileiro”, afirmou.

Já o deputado Luiz Henrique Mandetta revelou que produtores próximos a áreas invadidas não conseguem crédito e têm restrições de compra de produtos de áreas envolvidas em litígio.

“No Paraná os estudos para demarcação começaram há seis meses. Em Mato Grosso do Sul, existem desde 2008. Se suspendeu para o Paraná, suspenda para Mato Grosso do Sul, suspenda para o Brasil inteiro”, reclamou Mandetta.

Gleisi admitiu que são necessários critérios para a homologação de novas terras indígenas e afirmou que a Funai (Fundação Nacional do Índio) não está preparada para fazer mediação de conflitos no campo, ao dizer que “a Funai recebeu a atribuição das demarcações mas não se estabeleceram procedimentos claros e precisos nesse processo”.

"O futuro jamais reproduzirá o passado porque somos outros: nós e os meios em que vivemos", enfatizou. "Não voltaremos à condição de 1500. Então, para qual condição voltaremos?”, afirmou a ministra, após questionamentos sobre as justificativas antropológicas das demarcações.

Enquanto a audiência era realizada na Câmara Federal, aproximadamente dois mil produtores do Paraná, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se concentraram pertos do local, após terem se manifestado nas ruas de Brasília. Conforme a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), cerca de 450 produtores sul-mato-grossenses participaram.

Outro que se pronunciou sobre a situação foi o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, as manifestações demonstraram a necessidade de o governo agir e interromper os processos de demarcação de terras indígenas geridos pela Funai em todo o país.



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