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01/09/2015 14:26

Durante Bienal, fazendeiros pedem permanência de presidente da Embrapa

Liana Feitosa
Rodrigues (à esquerda), acompanhado de Rui Carlos Otonni, Almir Dalpasquale e Samuel de Abreu Pessoa (extrema direita).Rodrigues (à esquerda), acompanhado de Rui Carlos Otonni, Almir Dalpasquale e Samuel de Abreu Pessoa (extrema direita).

Durante seminário na Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central, que acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o ex-ministro da agricultura, João Roberto Rodrigues, pediu que os participantes do evento se mobilizem pela manutenção do atual presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) na função.

"Eu quero fazer um pedido a vocês, é um negócio delicado. O presidente da Embrapa é um extraordinário profissional, um grande técnico, ele conhece profundamente o setor, mas está chegando a hora da sucessão", contextualizou Rodrigues.

"Mas gostaria que, desse evento, saísse uma carta para a presidência da República e para a ministra Kátia Abreu, que nos defende, dizendo que o Centro-Oeste, que o agronegócio defende a manutenção do Maurício na Embrapa", afirmou.

Currículo - Desde outubro de 2012 Maurício Antônio Lopes é presidente da Embrapa. Graduado em Agronomia pela UFV (Universidade Federal de Viçosa), mestre em Genética pela Universidade de Purdue e doutor em Biologia Molecular de Plantas pela Universidade do Arizona, atua como pesquisador do órgão desde 1989.

"Não podemos permitir que a Embrapa, que é uma terra do saber e do conhecimento, que é alavanca do agronegócio do país, sofra qualquer descontinuidade nesse processo de gestão. Quero pedir pra vocês para manter na Embrapa um grande cientista", defendeu o ex-ministro.

O moderador do seminário, Rui Carlos Otonnu, da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), respondeu ao convite de Rodrigues e garantiu que o documento será elaborado durante o evento.

Conflitos indígenas - Ao jornalistas, na mesma ocasião, Rodrigues também comentou sobre os conflitos e disputas por terras que têm ocorrido em Mato Grosso do Sul. Rodrigues entende que o tema não se restringe ao Estado, mas que é uma questão nacional.

"Acho que questões polêmicas como essa (dos conflitos indígenas) têm que ser resolvidas com inteligência, não podem ir para a radicalização, não podem partir para uma ideologização do processo", considerou.

"Existe uma demanda que é legítima de um lado e uma que é mais legítima ainda de outro. Então é preciso casar tudo isso com inteligência, equilíbrio, sem permitir que as coisas se radicalizem ao ponto em que estão chegando hoje", definiu.



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