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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/11/2013 22:51

Em 20 anos, valor da terra em Chapadão do Sul valoriza 2.400%

Vinícius Squinelo

De US$ 1 para US$ 25 mil. Essa foi a valorização do hectare de terra no município de Chapadão do Sul nas últimas quatro décadas e o responsável por essa expansão é o agronegócio. A cidade, localizada ao norte de Mato Grosso do Sul, registra o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, ficando atrás apenas da capital, Campo Grande. Nesta segunda-feira (18), o município recebe a equipe da Expedição Soja Brasil que, em contato com produtores e sindicatos rurais, avalia a lavoura dos principais municípios produtores da oleaginosa no País.

Foi o produtor rural Jorge Michelc que relatou a valorização das terras à equipe do Soja Brasil. “Quando nossos antepassados chegaram à cidade, cada hectare de terra valia um dólar e hoje não é vendido por menos de vinte e cinco mil dólares. O município está localizado em um ponto estratégico, pois faz divisa com cidades próximas a Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, e conta ainda com a linha férrea, o que valorizou a saca de soja”, pondera o produtor.

A família Renato Duch é exemplo de outras que fazem parte da história do crescimento do município. Duch é a terceira geração de produtores rurais, que há mais de 30 anos investe em Chapadão do Sul. Com a soja plantada em 4.200 hectares há 50 dias, o produtor prevê colheita de 60 sacas por hectare e credita os bons resultados ao investimento em tecnologias, além da região ter boas condições climáticas e de solo. “Temos um bom clima, solo que propicia o plantio e investimos em tecnologias para melhorar cada vez mais estes resultados”, destaca Duch.

O engenheiro agrônomo e consultor da Expedição Soja Brasil, Áureo Lanttmann, avaliou as condições das lavouras de Chapadão do Sul como muito boas. “O desenvolvimento da soja está normal, sem nenhum fator de comprometimento ou deficiência. Podemos observar que a soja está atravessando a fase R1 para R2 e o que o produtor deve ficar atento é para as pragas e riscos do período, como os percevejos. Entretanto, o panorama é de uma safra dentro do previsto”, revela.

A expedição – Após percorrer Rondônia e Mato Grosso, o Soja Brasil permanecerá até o dia 22 de novembro em Mato Grosso do Sul. Nesta terça (19), a expedição está em São Gabriel do Oeste e Campo Grande e, no dia 20, em Maracaju e Rio Brilhante. No dia 21, às 15 horas, ocorre o Fórum Soja Brasil, no anfiteatro da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com a palestra “Perspectivas e desafios da safra”. Posteriormente, no dia 21, serão avaliadas as lavouras de Naviraí.



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