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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

05/03/2013 19:37

Em nove meses, programa recupera 1,4 mil hectares de pastagens degradadas

Nícholas Vasconcelos
Programa recuperou 1,4 mil de hectares degradados, dos 9 milhões com problemas em MS. (Foto: Divulgação)Programa recuperou 1,4 mil de hectares degradados, dos 9 milhões com problemas em MS. (Foto: Divulgação)

Em nove meses, o programa de recuperação de pastagens Mais Inovação recuperou 1.441 hectares em mato Grosso do Sul. Desenvolvido pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), do sistema Famasul, o programa diagnosticou que nove milhões, dos 20 milhões hectares destinados às pastagens, estão degradados.

De acordo com o diagnóstico elaborado pelos agrônomos e veterinários do Sistema Famasul, as regiões que mais sofrem com a degradação nas pastagens são a Leste e a Norte. Os especialistas envolvidos no programa atribuem a degradação dessa área à carência de assistência técnica e, principalmente, às características climáticas.

O programa piloto realiza estudos estratégicos voltados à recuperação de pastagens, consultorias e acompanhamento de 31 propriedades rurais do Estado. Do total da área que o programa piloto desenvolve atividade atualmente, 512 hectares estão sendo recuperados, 919 hectares estão sendo reformados e 10 hectares serão destinados para agricultura.

Em inocência, onde o Senar desenvolve experimentos em 29 propriedades, o produtor Walquer Ribeiro afirma que apesar do clima não colaborar, já há resultados positivos. “É necessário fazer um investimento para melhorar, mas o resultado é extremamente compensador. A partir dessa experiência que realizamos em 120 hectares, pretendo ampliar o que foi desenvolvido para toda propriedade”, conta o pecuarista.

Segundo a coordenadora do programa, Daniele Coelho, o diferencial do programa é a prestação de consultoria e assistência técnica. “Estamos gradualmente atendendo aos municípios e assistimos que essa fase experimental já serve como multiplicadora de opiniões positivas” afirma a engenheira agrônoma.

Os projetos são desenvolvidos de acordo com a realidade de cada produtor inscrito, com os recursos do próprio produtor ou de financiamentos. Entre os 31 produtores envolvidos, houve a busca do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste), Agricultura de Baixo Carbono e do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Para a recuperação da área experimental das 31 propriedades que abrange o programa piloto, os técnicos se dedicaram à adubação, ao preparo total do solo, fase em que trocaram a espécie forrageira existente por outra mais produtiva, utilizando em alguns casos o consórcio com leguminosa. Manejos de pastagens, sanitários e nutricionais, também são trabalhados para o desenvolvimento das forrageiras, de acordo com a necessidade do produtor e de sua criação.



O problema da imensa maioria dos produtores que têm pastagem degradada é financeiro...estão "atolados" até o pescoço de dívidas com o Banco do Brasil, que não empresta dinheiro para a recuperação de suas pastagens...no meu entender, precisaria fazer um levantamento de quem está nesta situação, e implantar um programa emergencial para reintegração de milhares de hectares ao processo produtivo. Cadê os nossos deputados que não fazem NADA para resolver este impasse?
 
Eugenio de Souza em 06/03/2013 07:44:00
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