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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

16/05/2016 14:30

Em palestra, agrônomo ensina a produzir até 90 sacas de soja por hectare

Helio de Freitas, de Dourados
Palestra com agrônomo de Sorocaba sobre produtividade de soja (Foto: Eliel Oliveira)Palestra com agrônomo de Sorocaba sobre produtividade de soja (Foto: Eliel Oliveira)

A alta produtividade da soja, aproveitando o perfil de solo da região, foi o tema da palestra do engenheiro agrônomo Henri Sako, representante do Comitê Estratégico Soja Brasil, realizada hoje (16) no auditório do Sindicato Rural, durante a Expoagro 2016 em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

Segundo o agrônomo, que é de Sorocaba (SP), é possível alcançar altas produtividades, acima de 90 sacas por hectare, mas para atingir este patamar é necessária a fertilização do solo abaixo de 40 centímetros com até um metro de profundidade.

Entretanto, afirma que apenas essa prática não garante a alta produtividade. É preciso também acertar a cultivar, usar uma boa qualidade da semente e fazer o balanço nutricional da planta por meio da adubação, além de outros cuidados no manejo.

Segundo Henri Sako, aplicação de calcário e matéria orgânica originada da rotação com braquiária, por exemplo, ajuda a corrigir o solo com o tempo. No entanto, há caminhos mecânicos para atingir o resultado desejado com menos tempo.

“O que levaria 30 anos no processo natural pode ser alcançado em apenas uma safra com o equipamento adequado”, afirmou. Para ele, a aquisição de máquinas de última tecnologia é um investimento que vale à pena, pois garante aumento significativo na produtividade.

“Em São Paulo, áreas de 50 sacas por hectare passaram a produzir 70, 80 sacas/ha com a aplicação desta prática”, afirmou o agrônomo aos produtores douradenses que assistiram à palestra.

O comitê do qual Henri Sako faz parte é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com 19 membros voluntários que têm como meta desafiar o setor. Ela trabalha em conjunto com instituições de pesquisa, como Embrapa, Fundação MS e Fundação MT, para estimular o produtor a aumentar a produtividade.

“A agricultura tem anos difíceis, mas podemos ir além das atividades com ações direcionadas. Estamos dispostos a contribuir com as novas gerações da produção rural do país”, afirma.



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