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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/10/2014 08:04

Especialista recomenda cultivo de bambu como alternativa para áreas degradadas

Caroline Maldonado

Com 40 mil hectares de bambu nativo, Mato Grosso do Sul é o terceiro com maior área plantada no país. Especialistas recomendam o cultivo, que pode ser feito por aproximadamente 70 anos, enquanto a colheita é simples. Por esses motivos, a planta é considerada uma alternativa para as áreas degradadas das propriedades rurais, segundo o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Bambu, Guilherme Korte, que dará palestra sobre o tema nos dias 13 e 14 de novembro.

O seminário Biomassa e madeira nobre: novas oportunidades de negócios, será realizado na sede da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. "A área referente ao plantio de bambu no Estado ainda é pequena, porque até momento foram feitos apenas alguns experimentos com a floresta plantada", afirma o palestrante, ao lembrar que em Mato Grosso do Sul a espécie nativa é a Guadua chacoensis, considerada uma das melhores comercialmente entre as mais de 1,3 mil espécies.

Sobre o cultivo - O produtor pode recuperar rapidamente os custos iniciais com a implantação do bambu em sua atividade, de acordo com o especialista. O investimento inicial é de, em média, R$ 2,5 mil por hectares.

Da planta, o produtor pode comercializar a biomassa que é a massa biológica (verde) usada para produção de energia. O preço médio da biomassa em São Paulo, que é referência nas vendas de bambu, é de R$ 150 a tonelada.

Como o produtor obtém no mínimo 25 toneladas por hectare, a partir do quarto ano de plantio, na primeira colheita, ele pode recuperar todo o investimento inicial. "Se ele optar pela venda da fibra, cujo preço é de R$ 300 a tonelada, em média, os lucros serão 100% maiores", explica Guilherme. O especialista destaca que o produtor interessado pode aderir ao Pronaf Floresta de Bambu (Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar), linha de crédito do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) para o setor. O recurso é de até R$ 150 mil por produtor, com oito anos de carência, segundo Guilherme.

Seminário - O evento faz parte do programa Mais Floresta, desenvolvido pelo Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O primeiro dia terá um ciclo de palestras realizado na sede da Famasul. A segunda etapa do encontro é um dia de campo, com apresentação de máquinas, equipamentos e produtos para o plantio de eucalipto e mogno e processos de plantio, na sede da Embrapa Gado de Corte. Para mais informações, acesse http://senarms.org.br/projetos/mais-floresta/.



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