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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

27/04/2018 15:23

Estiagem derruba produtividade do milho safrinha pela metade em MS

Segundo presidente da Aprosoja, em algumas regiões não chove há pelo menos um mês

Ricardo Campos Jr.
Lavoura de milho em Mato Grosso do Sul (Foto: Marcos Ermínio)Lavoura de milho em Mato Grosso do Sul (Foto: Marcos Ermínio)

A estiagem levou à quebra de pelo menos 50% da produtividade de milho safrinha em várias cidades no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Juliano Schmaedecke, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja), afirma que algumas regiões estão sem chuva há um mês e se a seca continuar, a situação pode ficar ainda pior.

“É o caso da Água Fria, em Maracaju, onde de fevereiro para cá só teve 30 milímetros de precipitação. Também são prejudicadas plantações em Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados, Amambai e Naviraí”, explica.

Na região norte, a partir de São Gabriel do Oeste, os índices pluviométricos estão dentro da normalidade e as plantações apresentam bom desenvolvimento.

Levando em conta, porém, as perdas que devem ser registradas em razão da estiagem, estima-se que a produtividade total no estado deva cair em pelo menos 20%. “A safrinha passa por um momento de extrema dificuldade e o produtor vem perdendo produção dia a dia e está preocupado. Não há previsão de chuva nos próximos 30 dias”, diz Schmaedecke.

O presidente da Aprosoja diz ainda que os investimentos feitos em ciência e tecnologia tornaram o solo mais resistente a esse tipo de intempérie, mas com 30 dias sem chuva em alguns pontos isso não foi suficiente.

Comércio – O preço do milho disponível está cotado entre R$ 30 e R$ 32 atualmente, o que Schmaedecke considera excelente. “O preço futuro está girando em torno de R$ 26. Vemos que o mercado não está sinalizando muito acima o preço. Pode ser que não esteja comprando essa seca, considerando que voltando a chover essa produtividade volte a se normalizar”.

Para o presidente da Aprosoja, valores de mercado para o grão levam em consideração a produção nacional e lembra que em Mato Grosso e outros estados as safras estão em boas condições.

“Os preços do milho segunda safra nunca são muito altos e variam bastante. Tem muita área plantada no Brasil inteiro e quando falamos em mercado, temos que olhar a nível nacional. Além disso, os preços da Argentina nos favorecem. É muito difícil pontuar o que vai ser esse nosso mercado de milho”



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