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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/06/2009 14:28

Funcionários da Embrapa encerram greve de dez dias

Redação

Os servidores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) decidiram, por meio de assembléia, suspender a greve que já durava 10 dias. Na próxima segunda-feira, serão retomadas as atividades.

Mesmo assim, o Sinpaf (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário) promete nova paralisação geral a partir de quarta-feira (dia 17), para quando está prevista uma nova reunião, às 9h, entre sindicato e a direção da empresa, para tentativa de acordo a respeito de reajuste salarial e valor do pagamento de adicional de insalubridade, entre outros pontos.

O principal dissenso entre as partes diz respeito às cláusulas econômicas contidas na proposta do sindicato. A que, de fato, está travando as negociações é a que estipula o valor do pagamento do adicional de insalubridade, para aproximadamente 1,9 mil trabalhadores, de acordo com cálculos do sindicato.

Para a Embrapa, o pagamento deve ser feito com base no salário mínimo. Já os trabalhadores querem como referência o salário-base da categoria.

Os sindicalistas em Campo Grande revelaram que a categoria quer reajuste de 15% e pagamento de insalubridade, além de aumento de R$ 1 no kit alimentação.

De acordo com o presidente do sindicato em Mato Grosso do Sul, Vanderlei Severino da Silva, os trabalhadores reivindicam a manutenção de um acordo federal coletivo firmado em 2008, cuja validade ia até 30 de abril deste ano.

Ele explica que o acordo anual costuma ser prorrogado até que o novo seja definido. Mas, neste ano, a empresa suspendeu os benefícios concedidos no ano passado, o que foi apontado como estopim para a greve.

No ano passado, a Embrapa concordou em pagar de 20% a 40% do salário-base dos funcionários. Como a legislação dá brecha para que o valor seja pago sobre o salário mínimo, a empresa suspendeu o benefício já neste mês, sem discutir o assunto, reclama o sindicato.

Além de não aceitar a redução, os trabalhadores alegam trabalhar em péssimas condições, principalmente nos laboratórios. De acordo com o presidente do Sinpaf, não existem áreas específicas de pesquisa e os funcionários manuseiam produtos químicos sem as condições adequadas. "Essa é a realidade dos laboratórios da Embrapa no país inteiro", afirma.

Ao todo, são 8.617 trabalhadores em todo o Brasil e cerca de 200 atuando em Campo Grande. As três unidades da Embrapa em Mato Grosso do Sul totalizam 500 funcionários.

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