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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/05/2014 07:56

Integração de MS ao Paraguai acelera projetos de escoamento pelo Pacífico

Bruno Chaves
Anúncio de investimento foi feito na quinta-feira (8) (Foto: Famasul)Anúncio de investimento foi feito na quinta-feira (8) (Foto: Famasul)

Projetos de escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso do Sul pelos portos do Chile podem se tornar viáveis com o anúncio da construção de duas pontes, sobre o Rio Apa, que ligam o Estado ao Paraguai.

Conforme a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o trajeto que liga Porto Murtinho, Mariscal Estigarribia (Paraguai), Tupiza (Bolívia) e Iquique (Chile) é o mais curto para que a produção agrícola brasileira atinja os portos chilenos e ganhe o Oceano Pacífico até a Ásia, principal continente importador dos grãos produzidos no Estado.

O anúncio da integração entre o Estado e o País vizinho foi feito ontem (8) pelo governador André Puccinelli (PMDB).Ele revelou que R$ 13,7 milhões serão investidos na construção de duas pontes.

A primeira ligará Porto Murtinho a Vallemy (Paraguai) e segunda conectará os municípios de Caracol e São Carlos (Paraguai). São 900 quilômetros a menos em relação ao percurso que cruza a Bolívia, que se estende por aproximadamente 2,7 mil quilômetros.

Conforme informações do governador, na primeira ligação, Porto Murtinho/Vallemy, serão investidos R$ 8,2 milhões. A estrutura da ponte será de 180 metros de cumprimento por 13,5 de largura.

A segunda conexão, Caracol/São Carlos, receberá investimentos de R$ 5,5 milhões e terá extensão de 120 metros. O governador prometeu entregar as duas estruturas até o final do mandato.

Para o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini, a agropecuária do Estado será a maior privilegiada. Ele avalia que investir em infraestrutura é positivo, “tanto para a indústria quanto para o homem do campo”. “Levar a produção do Estado aos portos do Pacífico poderá brevemente se tornar uma realidade”, disse.

Depois do anúncio da construção das pontes, quatro comissões com autoridades dos dois países foram montadas. Os grupos vão monitorar as obras e manter um estreitamento nas relações internacionais.

As comissões são de transporte, que se dedicará às funções operacionais e desburocratização da alfândega; de relações internacionais; técnica-científica; e intercâmbio industrial e comercial.



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