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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/04/2016 13:00

JBS se reúne com pecuaristas em debate para melhorar qualidade de carne em MS

Renata Volpe Haddad
Representante da JBS, Tiago Carneiro, alega que toda a qualidade produzida da porteira para dentro é valorizada pela indústria. (Foto: Divulgação)Representante da JBS, Tiago Carneiro, alega que toda a qualidade produzida da porteira para dentro é valorizada pela indústria. (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul se destaca em relação aos demais Estados quando o assunto é índice de Farol Verde, que indica o nível da carne deseja pelo mercado.

Na régua estabelecida pelo JBS, frigorífico com maior representatividade no Estado, do total de animais encaminhados para abate no ano passado, 23,3% representaram excelência. A meta da indústria é dobrar esse volume em 2016 e atingir 50% dos animais enquadrados no Farol Verde.

Os números foram revelados nesta quinta-feira (7), pelos representantes da multinacional, Tiago Carneiro e Fábio Dias, em evento realizado pela Prefeitura Municipal de Figueirão, distante 226 km de Campo Grande, que reuniu pecuaristas do Norte de Mato Groso do Sul para debater qualidade da carne e CAR (Cadastro Ambiental Rural).

Segundo as explanações do JBS, toda a qualidade produzida da porteira para dentro é valorizada pela indústria, podendo o pecuarista ser bonificado com até R$ 7 a mais por arroba.

“Temos diversos programas de bonificação e para remunerar melhor aquele criador que se dedica à qualidade, avaliamos o acabamento do animal, maturidade e o seu peso. A partir dessas informações podemos identificar os animais que merecem um plus em relação ao valor praticado no balcão ou até aplicar uma penalização de R$ 3 para a carne indesejada”, destaca Carneiro.

Entre os procolos de classificação a equipe do JBS destacou o Programa Carne Angus Certificada, que pode agregar até R$ 5,00 por arroba e outros R$ 2,00 pelo Farol Verde. E também apresentou a forma de valorização da Cota Hilton, que pode atingir até R$ 6,00 por arroba, além do preço praticado no mercado.

“Convidamos a indústria a conversar diretamente com os pecuaristas para exibir, de forma didática, que a produção com qualidade estimula a renda. Os mercados internos e externos se mantêm exigentes, mas os pecuaristas devem ser ainda mais”, pontuou o prefeito de Figueirão, Rogério Rosalin.

Para o pecuarista Rubens Catenacci, independente do preço praticado ao consumidor, é indiscutível a necessidade de se estabelecer um padrão. “A qualidade deve ser nítida e Mato Grosso do Sul tem a obrigação de encabeçar esse projeto de padronizar a qualidade, a ponto de construirmos uma marca própria da carne produzida em pasto sul-mato-grossense”, enfatiza o proprietário da Fazenda 3R.

Além da palestras que tratou das bonificações da indústria, também foram debatidos o Cadastro Ambiental Rural e o fortalecimento do Banco Original, da holding J&F, voltado espeficamente ao produtores rurais.



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