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12/04/2013 19:51

Logística atrapalha e exportações de soja de MS para China caem 2%

Nícholas Vasconcelos
China comprou 8,6 mil toneladas de soja a menos em 2013. (Foto: Rodrigo Pazinato)China comprou 8,6 mil toneladas de soja a menos em 2013. (Foto: Rodrigo Pazinato)


Os problemas de logística no Brasil resultaram em uma queda de 2% no volume das exportações de soja de Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre de 2013 para a China, na comparação com o mesmo período do ano passado. O país asiático continua o principal comprador da soja sul-mato-grossense, mas sem capacidade nos portos não há como enviar o grão.

“O carregamento da soja nos portos se acumulou junto ao milho que já deveria ter sido despachado. E o impacto no preço da saca é reflexo mais imediato, que atinge diretamente o produtor rural”, afirma o consultor em agronegócio João Pedro Cuthi Dias.

Durante o primeiro trimestre de 2012 os chineses importaram aproximadamente 387 mil toneladas da soja produzida de MS. No mesmo período desse ano, importaram de 378,4 mil toneladas, deixando para trás países como a Coréia do Sul, Malásia e Holanda.

A receita gerada nos três primeiros meses de 2013 foi de US$ 206 milhões, 12% a mais em relação aos US$ 184,7 milhões obtidos em período equivalente no ano passado.

O presidente da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Almir Dalpasquale, avalia que as funções manuais nos portos brasileiros representam o despreparo e a má administração dos recursos.

“O número de taxas que o produtor paga aos portos é exorbitante e gera um impacto negativo direto no preço médio da saca”, lembrando dos valores pagos para os serviços de pesagem, armazenagem, carregamento, descarga, baldeação, contrato de movimentação, utilização das torres de carregamento, taxa de administração dos portos e transporte interno de mercadorias, com valores que aumentam em domingos e feriados.

Para Dalpasquale, sempre haverá demanda para a compra da soja do Estado.”Conciliando esse panorama à posição geográfica do nosso Estado, só ficamos à espera de atitudes concretas do governo federal para que possamos contribuir ainda mais com a receita do agronegócio”.



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