A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

18/10/2015 13:54

Movimento a favor de índios reforça campanha de boicote a produto de MS

Caroline Maldonado
Movimento tem integrantes de entidades que pedem aos governantes da Suíça, Holanda, Suécia e Alemanha articulação para inibir importação de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)Movimento tem integrantes de entidades que pedem aos governantes da Suíça, Holanda, Suécia e Alemanha articulação para inibir importação de Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação)
Na internet, movimento divulga imagens relacionando indígenas e produção de MS (Foto: Divulgação)Na internet, movimento divulga imagens relacionando indígenas e produção de MS (Foto: Divulgação)

O movimento a favor dos indígenas Kaiowá Gaurani, que divulgou na semana passada campanha de boicote à carne bovina e soja de Mato Grosso do Sul, intensificou a atuação com divulgação de imagens nas redes sociais e articulação com representantes da ONU (Organizações das Nações Unidas) e do governo alemão.

As mensagens divulgadas nas redes sociais colocam rostos de indígenas estampados nos produtos banhados a sangue. Os textos, em inglês, francês e espanhol são divulgados para mais de 5 mil seguidores da página do movimento, que apoia a CPI do Genocídio, uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia Legislativa, após pressão de grupo que é contra a CPI do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), aberta anteriormente.

Como argumento, a campanha do boicote cita dados de 2014, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Mato Grosso do Sul possui o 4º maior rebanho bovino do país, com mais de 21 milhões de cabeças de gado ocupando pouco mais de 20 milhões de hectares. Os Guarani Kaiowá, com uma população de 46 mil indígenas, ocupam 35 mil hectares”, destaca uma das postagens.

O movimento tem integrantes de entidades que pedem aos governantes da Suíça, Holanda, Suécia e Alemanha articulação para inibir importação de Mato Grosso do Sul. Na Alemanha, o grupo tem apoio da WWF, organização não governamental para conservação da natureza, que reúne assinaturas para proteção da Amazônia.

Em Berlim, a representante da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Sônia Guajajara e o advogado terena Luiz Henrique Eloy se reúnem nesta semana com integrantes da ONU e com a chefia de divisão da América Latina no Ministério das Relações Exteriores da Alemanha.

“Além da denúncia dos casos de violações no Mato Grosso do Sul, estamos articulando ações concretas de incidência nos blocos econômicos que possuem relações com o Estado. Todos concordam em apoiar de alguma forma essa articulação em torno do embargo econômico a MS”, comentou o advogado, que por conta da atuação em prol dos indígenas, é alvo de procedimento disciplinar para cassação de seu registro na OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). A denúncia foi feita pela Comissão de Assuntos Agrários e Agronegócios do órgão, que tem como presidente Pedro Puttini Mendes e como vice-presidente Luana Ruiz Silva, filha dos proprietários de uma das fazendas em área reivindicada por indígenas, que foi cenário de ocupação em agosto deste ano.

As fazendas Barra, Fronteira, Pequiri, Cedro e Primavera, em Antônio João, a 279 quilômetros de Campo Grande, foram ocupadas por indígenas em agosto, mas duas delas foram retomadas pelos fazendeiros, a Barra e a Fronteira. Neste confronto morreu o índio Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos. Ele foi baleado na cabeça e enterrado próximo a moradia do caseiro da fazenda Fronteira. Na quarta-feira, a Justiça determinou a reintegração de posse das fazendas, pois ao ocupar mais de 300 hectares, os índios descumpriram acordo judicial feito em 2006, que estabeleceu a permanência na área de 30 hectares que já ocupavam. 

Repúdio - Segundo a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), mais de 90 fazendas estão invadidas por indígenas no Estado. Em nota, a entidade lembrou que a carne e os grãos produzidos em Mato Grosso do Sul alimentam milhões de seres humanos e têm o suor e o trabalho digno do produtor rural do Estado. "A produção agropecuária mantém os índices de crescimento do Estado e fortalece, de forma sustentável, o desenvolvimento econômico e social da população sul-mato-grossense", diz a nota. A Famasul destacou ainda que os produtores rurais trabalham dentro da legalidade, em propriedades que são legalmente tituladas e produtivas.

A soja lidera a exportação em Mato Grosso do Sul. As negociações do produto com outros países movimentaram US$ 1,2 bilhão, entre janeiro e setembro deste ano, segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). A carne está em terceiro lugar, com US$ 264 milhões. O valor é 41% menor em relação ao mesmo período de 2014. O açúcar de cana, por sua vez, teve crescimento de 2,29% no volume exportado, que alcança os US$ 255 milhões, nesses nove meses.

A Holanda é o quarto maior importador de produtos de Mato Grosso do Sul e a Alemanha está em 30º lugar. Lideram as exportações, a China, Itália e Argentina, conforme o Mdic. 




É para isso que serve o Cimi: usar o tema indígena como pretexto para atacar e denegrir nosso Estado em prol do capital estrangeiro. Jogo sujo, nada menos que isso. O mesmo ocorre com o ambientalismo psicótico. Nada mais que ferramentas a serviço da luta de classes, travestidas de "boas intenções", e da estatização de terras particulares. Tolo é quem acredita que esse conselho se preocupa com a condição indígena.
 
Luis Miguel em 19/10/2015 07:40:11
Muito bem. Como faço para saber se a soja é de Mato Grosso do Sul?
O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) tem uma história sombria.
O bispo que o preside recebe gordas verbas internacionais para denegrir nosso estado, no caso.
Quero ressaltar que não sou sojicultor (admiro-os) e nem usineiro (detesto-os).
 
Abestado em 18/10/2015 18:22:02
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions