A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/07/2013 18:10

MPF quer vetar compra de bois em áreas de crime contra indígenas

Aline dos Santos e Aliny Mary Dias
TAC pode restringir compra de gado em fazendas do Estado. (Foto: Arquivo)TAC pode restringir compra de gado em fazendas do Estado. (Foto: Arquivo)

Frigoríficos poderão deixar de comprar gado em áreas onde ocorreram crimes contra indígenas em Mato Grosso do Sul. A proposta é do MPF (Ministério Público Federal), que negocia um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com as associações da indústria frigorífica.

Desta forma, por exemplo, não poderia ser comprado bois em fazendas de Paranhos, inclusas na área que os índios denominam Ypo'i, onde um professor indígena foi morto. A compra também ficaria vetada em áreas de embargo ambiental do Ibama e Imasul e com registro de trabalho escravo.

De acordo com o presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária), Eduardo Riedel, a entidade tem informações que o Ministério Público se articula para formalizar o acordo. “Somos totalmente contra”, afirma.
Segundo ele, até o momento nenhum frigorífico do Estado assinou o documento com a restrição de compra e venda. “Só se tenha assinado sem o nosso conhecimento”, diz. 

A Famasul apura um caso em que frigorífico desistiu da compra de gado em fazenda no município de Aquidauana, onde há disputa de terra. O Campo Grande News entrou em contato com a empresa Boi Verde, citada como autora da recusa, mas não tinha ninguém da direção para atender a reportagem. 

Dona da fazenda Esperança, Mirian Alves Côrrea reclama que as áreas em conflito não têm decisão judicial e o Ministério Público já quer executar a pena. “Estão matando as pessoas economicamente. É uma imposição do MPF aos frigoríficos”, afirma. A fazenda, localizada em Aquidauana, foi invadida em junho pelos terenas.

“Depredam a sua terra, arrancam fio da cerca, matam o gado, depredam o patrimônio. Depois, fica só o bagaço”, relata. A disputa entre índios e fazendeiros atraiu atenção nacional para Mato Grosso do Sul após reintegração de posse que resultou na morte do índio Oziel Gabriel, 35 anos.

O despejo foi cumprido na fazenda Buriti, no município de Sidrolândia. O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) elaborou um relatório com sugestão de soluções de conflito em 53 áreas. São aproximadamente 770 mil hectares, que correspondem a 2,17% do território do Estado. O rebanho bovino em Mato Grosso do Sul é de 21,5 milhões de cabeças. 

Em outra frente, o governo federal criou um grupo de trabalho, cuja próxima reunião será no dia 5 de agosto. A expectativa, conforme promessa do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, é o anúncio do valor a ser pago pelos 15 mil hectares da área requisitada pelos terenas em Sidrolândia e Dois Irmão do Buriti. No entanto, já está em discussão proposta para arrendamento das fazendas.



Se As Cidades Morrem .Campo Vive.Mas Se O Campo Morrer As Cidades Desaparecem.Vamos La. Vamos Ver O Nos Espera ,O Futuro Chegou...31/07/13,,
 
Jose Celso. em 31/07/2013 12:16:31
O MPF, como sempre, querendo fazer justiça com as próprias mãos, esquecendo-se que é apenas uma parte do processo judiciário. Os procuradores responsáveis por esse absurdo deveriam ter seus diplomas de direito cassados.
 
Ricardo Farias em 31/07/2013 10:11:36
Não é possível que seja verdade. Se for, comprovado está que os nossos ilustres representantes do MPF não sabem de nada, certamente porque foram criados dentro de apartamentos, ligados na internet e sob o ar-condicionado. Deixem o país crescer senhores promotores, cuidem dos infindáveis crimes de corrupção que assola o Brasil no governo PT e não impeçam que os produtores rurais, que produzem os alimentos que os senhores comem, são a mola mestre dessa nação e ajudam a pagar os seus gordos salários, vendam os seus produtos. Não se esqueçam que foi a força do campo que cresceu o Brasil.
 
OSNOFA ZACOV em 31/07/2013 09:47:24
Essa guerra do indigenato, imposta aos produtores rurais , pelo conluio entre a presidência da república, a funai que é um autarquia do Ministério da justiça que age fortemente através seus juízes, o ministério público tem lá sua ala formada nos corredores da esquerda radical e que gosta de holofote, tudo isso misturado a coordenação eclesiástica do Sr Gilberto Carvalho e seu CIMI, sendo assim resumimos que o PT nascido do apoio financeiro da Igreja católica, Manda e manda muito nos rumos da política Brasileira, querendo impor a qualquer custo o ultrapassadíssimo comunismo, regime radical ditatorial que usa do populismo e de programas sociais eleitoreiros, para impor aos povos a dureza de seu regime.
 
Naves Jose Bispo em 30/07/2013 21:32:04
"...as áreas em conflito não têm decisão judicial e o Ministério Público já quer executar a pena." Perfeito!
 
RODRIGO FERREIRA em 30/07/2013 21:00:38
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions