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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

10/12/2009 10:50

Para Acrissul, exigência ambiental fará faltar carne

Redação

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) Francisco Maia prevê desabastecimento de carne com a decisão da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) de lançar o programa de certificação socioambiental da carne.

Para ele, a discussão teria que ter envolvido a classe produtora que está descapitalizada e não têm condições de implementar mudanças no sistema produtivo para atender às exigências.

"Primeiramente eles teriam de saber qual é a realidade nas fazendas para não terem de pagar o mico de voltarem a trás. Essa é uma medida oportunista e marqueteira, porque todos querem sair na fotografia de Copenhagen", afirma.

O presidente da Acrissul afirma que, segundo informações da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), 90% das propriedades rurais não atendem aos critérios do Código Florestal, e que até mesmo o governo federal estendeu o prazo para que os proprietários regularizem suas terras. "Ora, 90% das fazendas não têm como obter esse certificado. Então como os supermercados vão colocar carne nas prateleiras?".

Maia diz que é favorável ao certificado de responsabilidade socioambiental, mas pondera que "a preservação tem um custo e que, atualmente, a maioria dos produtores está descapitalizada".

Além disso, questiona o porquê de o varejo não ter baixado o preço da carne ao consumidor no mesmo nível em que a arroba desvalorizou. "Quando a arroba do boi chegou a R$ 90 os supermercados foram os primeiros a subirem os preços, mas agora, quando está a R$ 65 eles baixaram o preço da carne na gôndola?", questiona.

A discussão sobre exigência da certificação pelos supermercados ganhou força após grandes redes de supermercados terem os nomes relacionados à pecuária mantida em áreas de desmatamento.

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