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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/03/2015 14:17

Prazo para uso de agrotóxico contra lagarta em lavouras é prorrogado por 1 ano

MS está em emergência fitossanitária para a Helicoverpa, que atinge soja, milho e algodão.

Caroline Maldonado
Lagarta pode causar sérios prejuízos as lavouras de soja, milho e algodão (Foto: Diculgação/ Ampasul)Lagarta pode causar sérios prejuízos as lavouras de soja, milho e algodão (Foto: Diculgação/ Ampasul)

O Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) prorrogou para 18 de março de 2016 o prazo em que está autorizado o uso emergencial de agrotóxicos para o controle da praga Helicoverpa armigera nas culturas de soja, milho e algodão.

Mato Grosso do Sul está na condição de emergência fitossanitária para a lagarta, que pode causar prejuízos a produção. Estão na mesma situação Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Maranhão e Mato Grosso. A Instrução Normativa, que oficializa a prorrogação do período foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), nesta quinta-feira (19).

De acordo com o Mapa, os principais produtos utilizados para o controle da praga são os que têm ingredientes ativos, como o Bacillus thuringiensis e o Baculovírus na composição. Esse último é responsável por agir diretamente no sistema digestivo da lagarta. Esses produtos foram mencionados no ato nº 15, do ministério, em 2013.

Para o controle da praga, o Mapa instituiu o Grupo de Gerenciamento Situacional da Emergência Fitossanitária e priorizou a análise dos processos que possibilitam o emprego de novos produtos para controle da praga. “O grupo tem o objetivo de identificar, propor e articular a implementação de ações emergenciais, ágeis e eficazes para contenção da praga, a fim de assegurar o completo restabelecimento da normalidade produtiva”, comenta o fiscal federal agropecuário Ériko Tadashi.

Parga - A Helicoverpa armigera é uma espécie extremamente polífaga, ou seja, nutre-se de diferentes alimentos. As larvas da praga foram registradas em mais de 60 espécies de plantas cultivadas e silvestres e em cerca de 67 famílias hospedeiras. Conforme o Mapa, estima-se que na safra 2012/2013 de grãos e fibras da Bahia, por exemplo, os prejuízos causados pela praga foram de 2 bilhões de reais.



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