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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/01/2015 16:20

Produtor que retardou plantio da soja teme prejuízo por falta de chuva

Helio de Freitas, de Dourados
Lavouras de soja na região de Dourados; produtores dependem de mais chuva nos próximos dias (Foto: Eliel Oliveira)Lavouras de soja na região de Dourados; produtores dependem de mais chuva nos próximos dias (Foto: Eliel Oliveira)

Os órgãos oficiais e técnicos do setor ainda não falam em perdas, mas os agricultores da região de Dourados, que retardaram o plantio da soja por causa da estiagem de outubro, já temem prejuízos na safra 2014/2015, principalmente devido a chuvas irregulares em dezembro e a estiagem ocorrida nas duas primeiras semanas de janeiro.

De 1º de janeiro até ontem a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste tinha registrado menos de 15 milímetros de chuva. Hoje choveu 12 milímetros, mas ainda assim o acumulado no mês está muito abaixo da quantidade história de janeiro, que é de 160mm.

Entretanto, não é só a baixa quantidade de chuva que preocupa, mas também a precipitação irregular. Ricardo Fietz, agrometeorologista da Embrapa, informou ao Campo Grande News que até a manhã desta terça-feira as chuvas foram desparelhas.

“Para você ter uma ideia Dourados teve 15 milímetros de chuva até ontem, enquanto em Ponta Porã o volume deste mês já chega a 140 milímetros. A nossa estação em Rio Brilhante constatou 13 milímetros, enquanto a do Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia], que não fica tão longe, registrou 20mm, no mesmo município”, explicou.

Segundo o especialista, nas regiões onde choveu bem o agricultor está tranquilo, mas as lavouras localizadas em áreas em que não teve chuva certamente terão redução na produtividade.

Na região do Potreirito, localizada entre Dourados e Fátima do Sul, o calor dos últimos dias aliado à falta de chuva está castigando as lavouras de soja. Até às 16h de hoje tinha caído apenas uma garoa no local.

O presidente da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados), Luis Renato Peixoto Cavalheiro, disse que as perdas localizadas, devido à estiagem e altas temperaturas, serão inevitáveis. “Ainda não temos como mensurar, mas realmente existem perdas localizadas na região. A grande maioria das áreas está dependendo de condições climáticas favoráveis para terminar o enchimento de grãos, e se as chuvas não ocorrerem de forma satisfatória nos próximos dias poderemos ter perdas significativas na soja”, afirmou Cavalheiro ao Campo Grande News.

Soja plantada após estiagem de outubro agora sofre com falta de chuva no momento de desenvolvimento dos grãos (Foto: Eliel Oliveira)Soja plantada após estiagem de outubro agora sofre com falta de chuva no momento de desenvolvimento dos grãos (Foto: Eliel Oliveira)


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