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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

05/09/2012 18:59

Produtores de leite do Estado se reúnem para soluções contra mosca-dos-estábulos

Helton Verão

A incidência da mosca-dos-estábulos na região Sul do estado tem trazido perdas significativas na pecuária leiteira. Prejuízo que chega a 68% da produção, segundo números do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul. Em alguns casos redução de 800 para 250 litros/dia.

A situação enfrentada ainda pelos produtores de Rio Brilhante, Angelica e Maracaju foi apresentada pela Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS) durante a reunião da Câmara Setorial de Bovino e Bubalinocultura realizada ontem.

O inseto prolifera-se a partir de acúmulo de matéria orgânica, em combinação com altas temperaturas. “O controle é muito difícil, mas a higienização do ambiente pode evitar a incidência da mosca. É preciso manter limpos os locais que possam acumular matéria orgânica como as bases dos cochos de ração, as cocheiras e a cama de frango nos aviários, por exemplo. Não basta retirar a matéria orgânica e mudá-la de local, mas deve ser dado destino correto”, aponta o médico veterinário da Famasul, Horácio Tinoco.

O veterinário explica que a alta infestação do inseto muda o comportamento do gado no pasto e provoca perda de peso, além da diminuição da produção de leite. “O animal fica inquieto, tentando se debater para espantar a mosca. Isso causa estresse e ele deixa de comer”, complementa. Além do gado, a mosca ataca ainda eqüinos, cães e até mesmo o ser humano.

“Precisamos reforçar e mobilizar o maior número de instituições para essa causa e levar a discussão para todas as esferas produtivas”, disse o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini.

A Famasul também intermediou, em agosto, o relato dos produtores durante encontro realizado com Embrapa Gado de Corte e Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). Durante a reunião, foi anunciada a adoção de uma patrulha sanitária para fiscalização das incidências do inseto no Estado.

A medida irá contar com a participação de pesquisadores da Embrapa Gado de Corte e aporte de recursos financeiros das usinas dos municípios da região sul. Além dos investimentos financeiros a Biosul apontou, na ocasião, a continuidade no trabalho de capacitação da mão-de-obra das usinas para controle dos focos.



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