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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

24/11/2014 13:34

Programa incentiva produção de leite e eleva renda de produtor em até 220%

Caroline Maldonado
Evento reuniu representantes de todos os parceiros do programa Leite Forte e produtores beneficiados (Foto: Marcelo Calazans)Evento reuniu representantes de todos os parceiros do programa Leite Forte e produtores beneficiados (Foto: Marcelo Calazans)

Para garantir ou aumentar a renda das famílias, pequenos produtores do interior do Estado apostam na produção de leite. Dos 70 mil produtores, 80% tem o leite como principal fonte de renda. É o caso do pecuarista Odair Junqueira, que tem 300 hectares em Jaraguari, a 44 quilômetros de Campo Grande. Há um ano e meio ele resolveu diminuir as atividades com a pecuária de corte e passou a investir na produção de 50 litros de leite por dia.

Inserido no programa Leite Forte, lançado pelo Governo do Estado em 2012, Odair aumentou em 220% a produção que hoje alcança os 160 litros por dia. “Agora, 90% da renda da minha família vem do leite. Está compensando com o investimento do Governo do Estado e também com a assistência técnica, está valendo a pena investir no leite”, disse o Odair, que tem como meta aumentar a produção para mil litros por dia, em cinco anos.

Com investimento de R$ 40 milhões, o programa reuniu na manhã de hoje (24) produtores e representantes do setor leiteiro envolvidos nas ações que abrangem 70 dos 79 municípios do Estado. O governador André Puccinelli (PMDB) e o secretário de Estado da Produção, da Indústria, do Comércio, do Turismo e de Desenvolvimento Agrário, Paulo Engel entregaram 51 veículos, para reforçar as atividades do programa, que conta com kits de irrigação, ordenhadeiras, resfriadores e outros equipamentos. 

Segundo Paulo Engel, a produção de leite de Mato Grosso do Sul atinge 1,5 milhões de litros por dia. A quantidade ultrapassa a demanda de consumo interno. Com isso, 300 mil litros por dia são exportados para outros Estados e acabam voltando em forma de produtos derivados com valor agregado. “Estamos trabalhando para nos próximos cinco anos importar menos e agregar valor ao leite e derivados aqui mesmo. Creio que nesse tempo teremos uma transformação muito grande”, disse.

O sucesso do programa que envolve 37 parceiros, entre instituições, secretárias, ministérios, universidades e bancos, é atibuido justamente a parceria. Para o secretário adjunto da Produção, Pedro Pedrossian Neto, o programa tem uma forma inovadora de organizar a cadeia produtiva do leite e a ideia é usar esse projeto como modelo para todas as outras cadeias no Estado. Ele citou como exemplo a olericultura, que hoje não produz o suficiente para consumo interno.

“Sabemos que seria necessário apenas mais 2 mil hectares para que essa produção fosse autosuficiente e isso pode-se conseguir se for implantado um programa como o Leite Forte voltado para esse setor”, avaliou Pedrossian, ao lembrar que o Estado produz apenas 13% das frutas, verduras e legumes consumidos aqui e os 87% são importados de outras regiões.

Segundo o secretário Paulo Engel, a produção de leite de Mato Grosso do Sul atinge 1,5 milhões de litros por dia (Foto: Marcelo Calazans)Segundo o secretário Paulo Engel, a produção de leite de Mato Grosso do Sul atinge 1,5 milhões de litros por dia (Foto: Marcelo Calazans)
Governo entregou 51 veículos para o programa Leite Forte (Foto: Marcelo Calazans)Governo entregou 51 veículos para o programa Leite Forte (Foto: Marcelo Calazans)

Expansão – Nove municípios do Estado ainda não fazem parte do programa Leite Forte, mas os produtores dessas regiões podem esperar melhorias, segundo o secretário adjunto, pois o projeto prevê a expansão até alcançar todos os produtores de Mato Grosso do Sul, dando assistência técnica com apoio do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), entre outras instituições.

O pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Lorildo Stock, fez palestra, nesta manhã no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, sobre as perspectivas do setor. O especialista deu dicas para quem quer ter sucesso nesse ramo e disse que o Estado tem potencial para crescer nessa área. “A coisa mais importante é ter elementos estruturantes, como o programa Leite Forte e a assistência técnica”, disse.

Para os produtores que estão entrando agora no projeto ou querem aumentar a produção, Lorildo explicou que a boa gestão, que inclui a contratação de assistência técnica é o primeiro fator. Em segundo lugar, afirma o especialista, é preciso investir na alimentação do gado, em terceiro se decidir pela pecuária de corte ou leiteira e investir aumentando a área. “O produtor tem que buscar o crescimento, seja com o cooperativismo ou se associando a familiares. O importante é projetar o crescimento”, orientou.



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