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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

17/09/2013 17:52

Projeto insere agricultores familiares em redes de supermercados

Mariana Lopes
Reunião com representantes do Incra, Agaer, Sebrae, técnicos e produtores foi para definir novos passos da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul (Foto: Cleber Gellio)Reunião com representantes do Incra, Agaer, Sebrae, técnicos e produtores foi para definir novos passos da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul (Foto: Cleber Gellio)

Com a proposta de oferecer condições para que os agricultores familiares de Mato Grosso do Sul consigam, a médio e longo prazo, distribuir os produtos que produzem em assentamentos a grandes redes de supermercados em Campo Grande, técnicos e representantes de órgãos públicos se reuniram na tarde desta terça-feira (17), no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), para discutirem a organização e logística para os primeiros passos do projeto.

O objetivo principal é que, em aproximadamente cinco anos, os produtores de assentamentos possam se auto-sustentar e também comercializar os produtos com condições próprias, sem precisar de auxílio de instituições públicas, segundo o superintendente do Incra/MS, Celso Cestari.

De acordo com dados do Incra, 90% dos hortifrutis vendidos nos supermercados da Capital vem de São Paulo e do Paraná, enquanto há aproximadamente 6 mil famílias de agricultores, divididas em 26 assentamentos, que produzem e poderiam estar abastecendo as redes.

Em andamento – Atualmente, há 156 famílias nos assentamentos de Eldorado e Alambari, em Sidrolândia, que trabalham com o sistema Pais (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), e que já começaram a se organizar em cooperativa.

Através do sistema, os agricultores familiares conseguiram aumentar a produção e, de acordo com o produtor Aparecido Folconery, 56 anos, do assentamento Alambari, é possível atender a demanda exigida pelos supermercados, porém, ainda falta estrutura.

Com o Pais, a renda líquida dos produtores também subiu. Segundo o técnico da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) Jovelino Alves, agricultores familiares que antes ganhavam até R$ 500, hoje conseguem tirar por mês uma média de R$ 5 mil.

Logística – O principal ponto a ser estruturado é a distribuição dos hortifrutis produzidos nos assentados. O gerente de agronegócios do Sebrae, Marcos Rodrigo de Faria, explica que é preciso alinhar volume, constância e qualidade nos produtos, para então se tornarem fornecedores das redes de supermercados.

O primeiro passo já foi dado, segundo o gerente, que é a criação de uma cooperativa dos agricultores. “Eles estão aprendendo a pensar em conjunto e deixando o pensamento individual”, observa Marcos Rodrigo.

O projeto tem parceria do Incra, Sebrae, Fundação Banco do Brasil e Agraer.



Eu acredito que os produtores venderem o resultado de seu trabalho nos supermercados não é a melhor saída; simplesmente porque os mesmos pagam MUITO pouco pelos produtos que comercializam. No meu entendimento, a melhor saída seria criar feiras-livres em diversos pontos de nossa capital, somente para vender os produtos da reforma agrária. Nestas feiras, os assentados exporiam seus produtos e os venderiam aos moradores dos bairros, sem dar lucro aos intermediários.
 
Eugênio de Souza em 18/09/2013 07:37:15
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