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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

28/07/2009 09:49

Reflorestamento incidirá no aumento do PIB do Estado

Redação

O setor de reflorestamento pode se tornar, em 10 anos, um dos principais elementos do crescimento econômico de Mato Grosso do Sul.

A opinião é do presidente nacional do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Mário Bernd, que participou nesta manhã da apresentação do PEF (Plano Estadual de Florestas), na Governadoria.

De acordo com ele, o PIB (Produto Interno Bruto) do Estado deve apresentar crescimento significativo a partir do início das atividades do setor. Hoje, o banco liberou R$ 22 milhões em financiamentos para o agronegócio, sendo R$ 600 mil somente para a área de reflorestamento.

Os recursos serão para investimentos em projetos de recuperação de solo, reflorestamento, armazenamento de grãos e expansão do comércio, com a abertura de uma revendedora de máquinas e implementos agrícolas.

O governador André Puccinelli (PMDB) apresentou rapidamente o plano, já que tinha que embarcar para Brasília. Mas também destacou que o setor florestal vai fomentar a economia do Estado e fazer com que os investimentos fujam do binômio "soja e boi".

A secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa, disse que o plano de florestas estava sendo muito aguardado pelo setor e que após discussões, envolvendo as políticas públicas que o governo deseja implementar, a proposta será encaminhada para análise da Assembléia Legislativa.

Ela lembrou que o investimento em florestas dá retorno a médio e longo prazo, amplia a renda do setor rural e consequentemente traz divisas para o Estado.

Tereza Cristina informou que o Sebrae e a Seprotur devem realizar reuniões em municípios pólo para explicar o plano florestal e seus benefícios.

Ela também promoverá reuniões fora do Estado, para mostrar o plano a investidores, que pretendem instalar empreendimentos em Mato Grosso do Sul.

A secretária afirma já ter sido procurada por três potenciais investidores. Dois deles têm fundos que, juntos, totalizam R$ 140 milhões.

Tereza Cristina disse ainda que a intenção do governo é aproveitar o setor de reflorestamento para instalar pólos moveleiros no Estado, como já existem em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A secretária destacou que Mato Grosso do Sul tem vantagem competitiva no ramo, já que o clima é favorável. O sol e a abundância em água fazem com que o eucalipto cresça mais rápido.

Outra vantagem, segundo ela, é a parte de logística. Mato Grosso do Sul já dispõe de um plano para escoamento da celulose, garante a secretária.

Ela informou que o Estado já foi mapeado e dispõe de algumas regiões próprias para o reflorestamento. Uma das áreas fica entre Campo Grande e Três Lagoas e totaliza 1,5 milhão de hectares. Outras áreas ficam na região Sul do Estado, além de regiões próximas a Paranaíba e Cassilândia.

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