A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

07/07/2018 10:30

Viveiro de mudas terá investimento para ajudar na recuperação de rio

Investimento de R$ 700 mil visa a elevar capacidade de produção do local para um milhão de mudas por ano

Humberto Marques
Viveiro de mudas em São Gabriel do Oeste deve ampliar produção para ajudar na recuperação de matas ciliares. (Foto: Divulgação)Viveiro de mudas em São Gabriel do Oeste deve ampliar produção para ajudar na recuperação de matas ciliares. (Foto: Divulgação)

Parceria entre a Prefeitura de São Gabriel do Oeste –a 120 km de Campo Grande–, governo do Estado e a União viabilizou a reestruturação do Viveiro Maternidade do município, que produz mudas para ajudar an recuperação de áreas degradadas do rio Taquari.

O aporte total na estrutura é de R$ 700 mil. Na sexta-feira (6), termo de cessão firmado pela Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) a prefeitura permitiu o uso de equipamentos necessários para a estrutura funcionar –entre eles um GPS portátil, máquina de lavar tubetes, condicionador de ar e uma caminhonete.

A Semagro avalia que há a necessidade de dobrar a capacidade de produção do viveiro, o que justifica o investimento. Serão R$ 300 mil do Estado para as ações. “Vamos conseguir reutilizar os tubetes e ajudar a identificar as mudas”, destacou o secretário de Desenvolvimento são-gabrielense, Roberto Emiliano.

O maior – O viveiro de São Gabriel do Oeste é o maior produtor de mudas nativas de Mato Grosso do Sul e referência na região Centro-Oeste. A capacidade atual é de produzir até 500 mil mudas por ano. A partir do acordo firmado por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, que intergra a Semagro) e da ANA (Agência Nacional das Águas), espera-se ampliar a capacidade para até um milhão de mudas.

O local conta com laboratório de sementes, câmara fria, poço artesiano de alta vazão, casa de germinação e pátios de condução e rustificação de mudas, com irrigação por aspersão, área de preparo de substratos e depósitos.

Com o convênio, a Imasul espera reforçar o programa visando a recuperação de matas ciliares do rio Taquari e outras consideradas prioritárias pelo instituto, pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e 11 prefeituras que integram o Cointa (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Taquari): Alcinópolis, Camapuã, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Ladário, Pedro Gomes, Rio Verde do Mato Grosso, São Gabriel do Oeste e Sonora.

Contudo, a situação do Taquari é considerada a mais grave, graças ao desastre ambiental que destruiu boa parte do rio. Com 801 quilômetros, ele nasce em Alto Taquari (MT) e corta todo o norte de Mato Grosso do Sul, até chegar ao rio Paraguai. Nas últimas décadas, o rio foi fortemente castigado por processos erosivos, com sedimentos sendo levados para o Pantanal e causando assoreamento e alagamento de extensas áreas.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions