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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

04/02/2016 19:49

Volta a chover forte na região e colheita da soja para mais uma vez

Segundo a Embrapa Agropecuária Oeste, precipitação desta quinta chegou a 15 milímetros; acumulado em quatro dias é de 60 mm

Helio de Freitas, de Dourados
Produtor acredita que chuva atrasa colheita, pois são necessários pelo menos dois dias de estiagem para as máquinas entrarem nas lavouras. (Foto: Samuel Echeverria)Produtor acredita que chuva atrasa colheita, pois são necessários pelo menos dois dias de estiagem para as máquinas entrarem nas lavouras. (Foto: Samuel Echeverria)

Após duas semanas de estiagem, a região de Dourados voltou a ter chuvas fortes neste início de mês. A colheita da soja, iniciada na semana passada na maioria das lavouras do município, teve de ser suspensa segunda-feira (1º) e dificilmente será retomada até o Carnaval, já que a previsão indica tempo chuvoso nos próximos dias.

De acordo com a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, a chuva acumulada de segunda até a tarde de hoje é de 60 milímetros, o que corresponde a 60 litros de água por metro quadrado. Só nesta quinta a chuva é de 15 milímetros e a precipitação continua forte em todo o município, um dos principais produtores de soja.

O solo encharcado impede a entrada das máquinas nas lavouras e a chuva em excesso aumenta a umidade dos grãos, o que provoca um desconto ainda maior na hora de entregar a soja às cerealistas. Além disso, as estradas já comprometidas pela chuvarada do ano passado e janeiro, ficam em situação ainda mais complicada, segundo os agricultores.

Lucio Damalia, produtor de soja e presidente do Sindicato Rural de Dourados, disse que a chuva atrasa um pouco a colheita, pois são necessários pelo menos dois dias de estiagem para as máquinas entrarem nas lavouras.

Chuva em excesso aumenta a umidade dos grãos, o que provoca um desconto ainda maior na hora de entregar a soja às cerealistas. (Foto: Samuel Echeverria)Chuva em excesso aumenta a umidade dos grãos, o que provoca um desconto ainda maior na hora de entregar a soja às cerealistas. (Foto: Samuel Echeverria)

Sem estradas - Entretanto, segundo ele, a maior preocupação continua sendo com as estradas vicinais. Vários trechos críticos ainda não foram recuperados pela prefeitura e a chuva também atrapalha o andamento desses serviços.

Os moradores da zona rural afirma que se não bastasse a dificuldade para chegar com as máquinas às lavouras, as estradas intransitáveis comprometem também o escoamento de outros produtos, como frango, suínos, ovos e leite e dificulta a chegada de rações e outros insumos que abastecem sítios e fazendas.

Damalia disse que apesar do excesso de chuva, que chegou a inundar algumas lavouras, a produtividade continua alta nas áreas em que a colheita já foi feita. Em algumas propriedades, os sojicultores estão colhendo até 63 sacas por hectare.



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