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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

09/04/2018 18:12

“Ele acabou com uma família”, diz mãe de motorista morta na BR-163

A primeira audiência do caso aconteceu nesta segunda-feira, na sala da 1ª Vara do Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande

Geisy Garnes
Juliana carrega as cicatrizes do acidente (Foto: Geisy Garnes)Juliana carrega as cicatrizes do acidente (Foto: Geisy Garnes)

Acontece na tarde desta segunda-feira (9) a primeira audiência sobre a morte de Maria Paula Lima Gabás, de 26 anos - vítima de um acidente de trânsito na BR-163, na região da Chácara das Mansões em Campo Grande, em outubro do ano passado. Na colisão, outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas uma menina de 4 anos.

Os cortes na perna esquerda já cicatrizaram, mas as marca e a ausência da filha, tornam o dia 26 de outubro de 2017 uma lembrança constante para Juliana Antunes de Lima. Quase seis meses depois daquela noite, ela voltou a encontrar o motorista responsável pelo acidente, Jesus Eurico de Araújo dos Santos. “Foi muito difícil ver ele hoje”, descreveu.

Nesta tarde, testemunhas de acusação foram intimadas a prestar depoimento na sala da 1ª Vara do Tribunal do Júri no Fórum de Campo Grande, entre elas as vítima da colisão e os policiais rodoviários federais que atenderam o caso. O autor do crime - tratado como homicídio culposo - quando não há intenção de matar - também acompanha os depoimentos.

O suspeito conduzia uma caminhonete F-1000 quando invadiu a contramão e atingiu a caminhonete Chevrolet S-10 em que estavam Juliana, Maria e a filha dela, hoje com 4 anos. Durante a ocorrência, equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal), comprovaram que Jesus estava embriagado.

“O teste do bafômetro deu 1,04 mm de álcool por litro de ar expelido. Ele estava em um bar na rodovia, não conseguia nem ficar em pé e falou que tinha bebido três latinhas”, contou a vítima, que tinha passado o dia com a filha e voltava para casa no momento da colisão.

Jesus passou três meses preso, mas foi solto e agora responde o processo em liberdade. Para Juliana, é da vontade por justiça que vem a força para continuar. “Minha filha já foi né? Mas existem outros filhos, outras mães, espero que isso acabe com tamanha impunidade. Quero que as pessoas vejam o que acontece com quem faz esse tipo de coisa”, reforçou.

“Ele acabou com uma família. Porque quando nossos filhos morrem, nossos sonhos acabam também, porque vivemos os sonhos deles”, lamentou Juliana. O caso é julgado em segredo de justiça.



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