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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

29/09/2017 12:26

“Só lembro de ver sangue,” diz vítima de acidente que deixou jovem com sequelas

Aderivaldo é acusado de tentar matar três jovens depois de bater o veículo que conduzia em um poste, na rua Ceará esquina com a rua Amazonas, no bairro Santa Fé, há quatro anos

Viviane Oliveira e Bruna Kaspary
Aderivaldo está sendo julgado por tentativa de homicídio qualificada  (Foto: André Bittar) Aderivaldo está sendo julgado por tentativa de homicídio qualificada (Foto: André Bittar)

Durante julgamento de Aderivaldo de Souza Ferreira Júnior, 29 anos, realizado deste às 8h desta sexta-feira (29), no Tribunal do Júri de Campo Grande, Lucas Adriano Leite de Oliveira, 19 anos, testemunha e uma das vítimas do acidente que resultou em quatro pessoas feridas, disse que no dia do ocorrido lembra apenas de ver muito sangue e o Corpo de Bombeiros.

Aderivaldo é acusado de tentar matar três jovens depois de bater o veículo que conduzia em um poste, na rua Ceará esquina com a rua Amazonas, no bairro Santa Fé, há quatro anos. O acidente aconteceu no dia 3 de agosto de 2013.

O caso ganhou repercussão, porque além do motorista estar embriagado, uma das ocupantes do veículo, Catarina Rosa Mantovan, na época acadêmica de direito com 19 anos, ficou em estado grave e após receber alta precisou aprender a andar e a falar novamente. Ela chegou a ser arrolada com testemunhas, mas como não compareceu, a defesa e o Ministério Público dispensaram o depoimento dela. Se caso, uma das partes fizesse questão da presença da jovem, a polícia seria acionada para ir buscá-la na casa dela.

Tanto Lucas quanto a outra vítima, Otávio Cotte, relataram que no dia do acidente, os quatros passaram mais de 5 horas consumindo bebida alcoólica, que começou em uma conveniência e se estendeu para um bar. Foram várias latas de cerveja e garrafas de vodca e uísque. "Já no carro, um pouco antes do acidente, eu apaguei. Lembro apenas de ver sangue e a movimentação dos socorristas”, relata Lucas que garante não guardar mágoa do motorista.

Na época, Lucas quebrou o fêmur das duas pernas, fraturou o braço, a clavícula e teve cortes no rosto. Ele ficou 18 dias internado. Quando retomou a rotina, perdeu o emprego e ficou 1 ano sem trabalhar. Otávio sofreu ferimentos leves. O resultado do julgamento deve sair no fim da tarde de hoje.

Caso - O acidente aconteceu por volta das 2h, na esquina das ruas Ceará e Amazonas. O condutor do Fiat Uno branco, Aderivaldo, que tinha como passageiros Catarina, Lucas e Otávio, perdeu o controle da direção do veículo e bateu em um poste, em frente a uma farmácia 24h.

Com a batida, o poste de concreto ficou preso a fiação e parte da região ficou sem energia elétrica por oito horas. O veículo ficou completamente destruído.Todos ficaram feridos. Aderivaldo teve um corte na cabeça e foi encaminhado à Santa Casa, de onde tentou fugir, mas foi detido pelos policiais que faziam a escolta. Na época, ele foi preso em flagrante, porém conseguiu responder ao crime em liberdade.

Na ocasião, acidente quase derrubou o poste e deixou região sem energia (Foto: arquivo/Campo Grande News)Na ocasião, acidente quase derrubou o poste e deixou região sem energia (Foto: arquivo/Campo Grande News)


E certo que foi cometido um erro , diga -se de passagem por parte de todos , um vez que nenhum deles era mais criança e sabiam extamente o risco que estavam correndo .. Agora estou achando muito estranho essa importancia toda que estao dando para esse caso em especifico , esta parecendo coisa encomendada ,.. ta ficando feio
 
Sara em 29/09/2017 14:40:06
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