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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

21/07/2017 16:30

Acidentes geraram perdas de R$ 2,7 bilhões para MS em apenas um ano

Adriano Fernandes
Acidente com moto esportiva pela Avenida Afonso Pena, no mês de março, em que a vítima morreu. (Foto: Arquivo) Acidente com moto esportiva pela Avenida Afonso Pena, no mês de março, em que a vítima morreu. (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul teve prejuízo de R$ 2,27 bilhões decorrentes de acidentes de trânsito no ano de 2016. O cálculo leva em consideração a perda da capacidade produtiva das vítimas fatais ou afastadas por invalidez permanente decorrente dos acidentes.

Ao todo, os acidentes de trânsito mataram 551 pessoas e deixaram outras 440 com invalidez permanente, no ano passado. O déficit de mais de R$ 2 bilhões representou percentual negativo de 3,09% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, segundo o CPES (Centro de Pesquisa e Economia do Seguro) da Escola Nacional de Seguros.

No entanto, entre 2015 e 2016, houve redução de 28,86% na perda do PIB do estado. No ano anterior, a perda no PIB foi de R$ 3,19 bilhões.

“Quando uma pessoa morre num acidente, ela deixa de produzir riquezas para seu país. Se fica inválida, deixa de produzir e também impacta a economia de sua família, porque fica dependente de cuidados e tem despesas adicionais”, explica Claudio Contador, diretor do CPES.

Ainda segundo Cláudio a maioria das vítimas tinha entre 18 a 64 anos. “Ou seja, pertence a um grupo em plena produção de riquezas para a sociedade”, analisa Claudio. A crise econômica no país e a própria Lei Seca, também podem ter contribuído para a redução, segundo o especialista.

Também teve influência o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária, criado para atender resolução das Nações Unidas que estipula diminuir em 50% o número de vítimas no trânsito até 2020. O estudo, no entanto, não tem dados específicos sobre Campo Grande.

Regional - Se comparado a outras regiões, o Centro-Oeste sofreu a maior perda em comparação com o PIB. O impacto da violência no trânsito consumiu 3,6% do PIB regional, seguido das regiões Nordeste (2,8%) e Sul (2,6%).

O Estado de Goiás, por exemplo, registrou 1.559 mortes em acidentes e 1.622 casos de invalidez permanente, o que representou impacto de R$ 6,8 bilhões (4% doPIB). São Paulo, Minas Gerais e Paraná lideram as estatísticas de perdas decorrentes dos acidentes de trânsito.

Segundo o CPES, o impacto econômico nesses estados foi de R$ 24,7 bilhões, R$ 15,7 bilhões e R$ 11 bilhões, respectivamente. Em São Paulo, morreram 5.248 pessoas em acidentes no ano passado – quase o dobro de toda a Região Norte. O Rio de Janeiro registrou perdas de R$ 10,2 bilhões, com 2.199 mortes no trânsito.

Já o Nordeste lidera em número de acidentes com invalidez permanente: 11.086, sendo 4.094 noCeará e 1.609 em Pernambuco.



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