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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

21/07/2014 10:39

Com duas mortes em cinco dias, rua vira sinônimo de tragédia

Francisco Júnior
Motociclista em alta velocidade pela via. (Foto: Marcos Ermínio)Motociclista em alta velocidade pela via. (Foto: Marcos Ermínio)
Em alguns trechos não há calçada. (Foto: Marcos Ermínio)Em alguns trechos não há calçada. (Foto: Marcos Ermínio)

Rota que liga vários bairros populosos da Capital , a rua Catiguá, no Jardim Canguru, na saída para São Paulo, virou sinônimo de tragédia. Em cinco dias, dois motociclistas morreram em acidentes na via.

O último acidente aconteceu na noite de ontem (20). O mototaxista Eraldo Ribeiro da Silva Paz, 34 anos, morreu ao colidir a moto que pilotava em um poste. Ele estava sozinho no veículo. Outra morte registrada na via foi no dia 16 deste mês. Lucas Silveira Leite Ortiz, 19 anos , morreu ao ser atingido por um veículo Astra. A Polícia investiga se o motorista do carro teve a intenção de atropelar a vítima.

A rua liga a Avenida dos Cafezais a Avenida Guaicurus, vias de acesso a bairros como Jardim Los Angeles, Mário Covas, Jardim Centro-Oeste e Moreninhas, região que concentra um grande número de moradores.

Em um trenho da  rua em que há uma escola estadual e vários comércios, região de maior frequência de pedestres, foram instalados quatro quebra-molas, porém não resolve diante da imprudência dos motoristas e motociclistas.

O Campo Grande News percorreu toda a extensão da Catiguá e foi possível flagrar inúmeros desrespeitos as leis de trânsito. Em um dos casos, um motociclista em alta velocidade quase provocou um acidente ao fazer ultrapassagens arriscadas. Outro fragrante foi de um casal em uma moto com  uma criança sem capacete.

A alta velocidade é a infração mais comum percebida pela reportagem. Segundo moradores, o fluxo de veículo na rua é intenso quase todos os dias. O comerciante Amilson Vieira, 40 anos, disse que está cansado de ver acidentes acontecerem em frente ao ser comércio. Ele culpa os motociclistas pela maioria das ocorrências. “ Aqui eles passam empinando as motos e não se importam com ninguém aqui”, reclamou.

Para ele, os órgãos de trânsito têm que agilizar com ações práticas para evitar outras mortes na rua. “ Aqui só lombada eletrônica dá jeito nesse situação”, disse.

Local onde aconteceu o último acidente. (Foto: Marcos Ermínio)Local onde aconteceu o último acidente. (Foto: Marcos Ermínio)
Em alguns trechos há quebra-molas, mas não são suficientes para conter os motoristas. (Foto: Marcos Ermínio)Em alguns trechos há quebra-molas, mas não são suficientes para conter os motoristas. (Foto: Marcos Ermínio)

A mesma opinião é compartilhada pelo motototaxista Vagner Rodrigues de Lima, 34 anos. Ele trabalha há cinco anos em um ponto que fica na Catiguá. Conta que vários colegas de trabalho já de acidentaram na via. “Esses dias aqui na frente, a mulher passou por cima da moto de um colega nosso. Ele só não se feriu porque pulou da moto”, lembra.

O mototaxista disse que é preciso instalar sinalizações eficientes e realizar fiscalização para flagrar quem não dirigi corretamente. “ Os quebra-molas que tem aqui não são suficientes para conter os a alta velocidade dos veículos. É preciso lombadas, além de semáforos” , comentou.

O pedreiro Jeferson de Brito, 46 anos, contou que as vezes não consegue atravessar a rua devido ao grande movimento de veículo no local e por conta da imprudência de muitos motoristas que passam em alta velocidade. “ Se ficar uma hora aqui vai ver como o trânsito aqui é caótico. Se as autoridades não tomar uma providência, só vai aumentar os acidentes”, disse.

Além da falta de sinalização em geral, falta calçada em alguns trechos da via, com isso, pedestres têm que andar na rua correndo o risco de serem atropelados.

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