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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

07/11/2017 11:05

Universitário fugiu em meio a gritos de filho de advogada, diz testemunha

"A criança chorava e gritava chamando pela mãe, que estava muito machucada e desacordada", diz taxista que presenciou o acidente

Viviane Oliveira
Momento em que João Pedro chegava ao Patronado Penitenciário para colocar a tornozeleira eletrônica no fim da manhã de ontem (Foto: Paulo Francis)Momento em que João Pedro chegava ao Patronado Penitenciário para colocar a tornozeleira eletrônica no fim da manhã de ontem (Foto: Paulo Francis)

Testemunhas afirmaram que o estudante de Medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, que matou no trânsito a advogada Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, e feriu o filho dela de 3 anos e 8 meses, dirigia em alta velocidade, apresentava sinais de embriaguez e fugiu após falar ao celular em meio a gritos da criança ferida.

O acidente aconteceu por volta da meia-noite e meia de quinta-feira (dia 2), na Avenida Afonso Pena, no Bairro Cachará Cachoeira, próximo ao Shopping Campo Grande.

Em depoimento à polícia, um taxista de 34 anos, relatou que seguia pela Rua Rubens Gil de Camilo sentido Afonso Pena, quando presenciou a colisão envolvendo o Volkswagen Fox conduzido pela vítima e a caminhonete Nissan Frontier. A pancada foi tão forte que o Fox foi arremessado longe do ponto da colisão.

O outro automóvel rodou na pista, capotou e parou tombado. Ao se aproximar, a testemunha relatou que encontrou a motorista do carro de passeio muito machucada e desacordada. Aparentemente morta. Também havia uma criança gritando e chorando muito. Chamando pela mãe. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados.

Antes do socorro chegar, os dois ocupantes da caminhonete, João Pedro e o irmão dele de 21 anos, foram retirados da cabine por testemunhas. “O motorista apresentava sinais de embriaguez, com odor etílico, fala enrolada e vagarosa”, relata o taxista. Ele afirma ainda que após falar ao celular, o rapaz fugiu a pé sentido rotatória da Avenida Mato Grosso, enquanto o outro ocupante permaneceu no local e foi socorrido. 

Após acidente, caminhonete capotou e parou tombada (Foto: Direto das Ruas) Após acidente, caminhonete capotou e parou tombada (Foto: Direto das Ruas)

Antes do acidente, uma comerciante de 30 anos, contou em depoimento, que o condutor da Nissan seguia ao sentido Centro em alta velocidade, realizando várias ultrapassagens de forma agressiva e inclusive quase colidindo em outros dois veículos. “Com medo de acidente, os motoristas deram passagem para a caminhonete”, afirmou a testemunha.

Em seguida, o veículo se envolveu em acidente com o Fox que furou o sinal vermelho ao sentido Avenida Paulo Coelho Machado. “O rapaz da caminhonete aparentava ter consumido bebida alcoólica. Depois da batida, ele saiu a pé correndo em direção à rotatória”, afirmou a comerciante.

Em depoimento à Polícia Civil, João Pedro confirmou que ouviu a criança chorando no veículo, mas fugiu porque ficou atordoado. Ele negou ter falado ao celular e ter sido orientado pelo pai a fugir do local. “Jamais queria que esse fato ocorresse. Principalmente porque era uma mãe que tinha um filho”, lamentou.

Segundo o estudante, ele perdeu o celular no momento da colisão e ao sair desnorteado caminhando pela Via Parque encontrou um parente que o levou para a casa de familiares. Em 2013, o rapaz se envolveu em acidente de trânsito com a mesma caminhonete. Ele garante que na ocasião não houve vítima. 

Solto - João Pedro, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na sexta-feira (3), se apresentou à Polícia Civil na tarde de sábado (4). O rapaz passou o fim de semana em uma das celas da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, mas foi liberado após pagar fiança no valor de R$ 50.598,00. 



Esse irresponsável só está vivo por milagre. O irresponsável só fugiu porque tem culpa no cartório. Com certeza e sem sombra de dúvidas que esse irresponsável estava drogado e bêbado, deve ter bebido todas e nem sabe em quem bateu.
 
Nojento em 09/11/2017 20:13:20
Sr delegado peça para a operadora os registros de ligações telefônicas do meliante. Outra coisa estranha é o marginal sair andando e encontrar um parente que o levou para casa. estranha coincidência
 
Alex André de Souza em 07/11/2017 13:43:52
Pena que ninguém foi capaz de segurar esse assassino, deixou fugir do flagrante!!
Hoje em dia ates de qualquer ação seja ela qual for... as pessoas em primeiro lugar preferem filmar ou fotografar a cena.
 
Clebe PL em 07/11/2017 11:58:44
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